Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Há falta de peças e de pitrol

Tupolev bomba?


Um Tupolev iraniano despenhou-se produzindo uma cratera do tamanho que a imagem documenta. É possível que um avião deste tipo produza, por si só, uma buraco destas dimensões (mais imagens)?

Entretanto a RTP aprestou-se a apontar as causas remotas do acidente: a má manutenção a que os aviões serão sujeitos em resultado do embargo comercial norte-americano. Há notícia que os EUA estejam a vender componentes para Tupolev?

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Da família informal

O ano passado 7000 adolescentes pariram.

Quantas "interromperam voluntariamente a gravidez"? 70000?

Quantas abortaram mais de uma vez? 7000?

Quantas doses de pílula do dia seguinte foram distribuídas? 700000?

#RoD, aborto, estúpidos, esquerda, reengenharia social, família informal

É só fazer as contas!


Segundo a comunicação Social, já há 100 portugueses afectados pelo H1N1, isto é, uma milésima percentual da sua população. E como, em todo o planeta, são 100.000, isso significa que uma milésima e meia percentual dos que andam a rodar com ele adoeceu com esta gripe. No primeiro caso, restam apenas 99,999% para serem infectados; no segundo, 99,9985%.
Felizmente que a comunicação social anda todos os dias em cima da coisa, telejornal a telejornal. Não há nada com estarmos a par dos números...!

Também aqui há mãozinha de "chico esperto"

Os aquecimentistas dizem agora que o aquecimento global, se calhar, não se voltará a manifestar até ... 2020.
"We hypothesize that the established pre-1998 trend is the true forced warming signal, and that the climate system effectively overshot this signal in response to the 1997/98 El Niño. This overshoot is in the process of radiatively dissipating, and the climate will return to its earlier defined, greenhouse gas-forced warming signal. If this hypothesis is correct, the era of consistent record-breaking global mean temperatures will not resume until roughly 2020."
Até aqui, o CO2 era a força decisiva capaz de esturricar o planeta. Agora, há outra capaz de a aplacar.

A Engenharia Social e o Povo

Entra um contribuinte pela secção de finanças com demasiada gente à espera. Aparenta a boa saúde própria dos vinte e poucos anos e traz ao colo um miúdo de 3 ou 4. O miúdo não pára de se mexer, de protestar, pede para ir para o chão.

Logo que um lugar de atendimento fica livre, o recém-chegado contribuinte com o miúdo ao colo avisa alto e bom som que tem uma criança ao colo, que conhece os seus direitos, pelo que deve ser atendido de imediato. O funcionário e todos os que esperam nada dizem e o homem é atendido.

Ainda antes de chegar ao balcão, já o contribuinte privilegiado pela engenharia social das filas de espera em lugares públicos colocou o miúdo que trazia ao colo no chão. O miúdo, naturalmente feliz por se ver livre do colo incómodo, começou de imediato a primeira de muitas corridas em alta velocidade à volta da sala; andou a fingir que era uma mota, a avaliar pelos sons que fazia e por um ou outro pedido do pai (?) para andar mais devagar.

Um outro contribuinte, este aparentando a saúde própria dos trinta anos, depois de pensar alguns segundos, saca do telemóvel e telefona à mulher (?): “Olha lá, tás aí no carro ou foste ao café?.... Então chega-me aqui à porta e traz-me o puto contigo”. Sai e volta minutos depois, agora com um miúdo ao colo. Fica vago mais um lugar de atendimento, e também este contribuinte avisa, mas em tom pouco confiante, que “se aquele senhor” pode fazer “aquilo... eu também posso.. não é?” Deve ser, porque uma vez mais ninguém diz nada. Só não pôs o filho (?) no chão proque deve ter achado que a ‘mota’ que ainda andava ali às voltas era um bocado perigosa.

Todos sabem que acabaram de ser outra vez vítimas de mais uma engenharia social, desta aplicada às filas de espera em lugares públicos. Mas todos estão devidamente treinados na aceitação e adestrados pela prática. Mais, todos sabem que, neste Estado Social, aquilo a que assitiram é "do mal o menos"; existem engenharias piores.

Rapidinha

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Frases célebres


"Sempre que a esquerda enfraquece, a direita vence"
Lili Caneças (hoje, no seu discurso de apoio a António Costa)

"Estar vivo é o contrário de estar morto"
José Sócrates

Dou o braço a torcer!


Os alunos que foram a exame, desde o 9º ao 12º anos, afirmam que a melhoria dos resultados se deve ao facto de as provas serem fáceis (leia-se: em relação à exigência que, apesar de tudo, os professores vão tendo com eles). A ministra e a sua equipa dizem, por sua vez, que estes resultados desmentem a "teoria da conspiração" (para usar a expressão, supostamente bem-humorada, do dr. Valter Lemos).
A mim, no entanto, parece-me estarmos, isso sim, em presença de um caso que confirma as posições dos pedagogos responsáveis pelas reformas do ensino em Portugal, a partir de 1984. É que, para eles, há que ter em conta os saberes prévios à leccionação que a prática fez adquirir ao aluno, com os quais se deve obrigatoriamente contar, se se quiser obter bons resultados. O professor que o não fizer será considerado arrogante e pedagogicamente desajustado, isto é, incompetente.
E eu que ninca concordei com eles! Afinal os pedagogos estão certos... quanto à equipa ministerial! Irão futuramente considerá-la inapta para a educação?

Sai uma bola de Berlim, ó faxavor!


Ricardo Costa, hoje, no Expresso:



A comissão de inquérito ao caso BPN acabou como tinha que acabar. A estranha coligação de interesses, que funcionou bem durante meses, esfumou-se na hora de produzir um relatório. O PS teve que proteger Vítor Constâncio para lá do aceitável e a Oposição teve que o atacar para lá do normal.
Quem tenha seguido os trabalhos da comissão ficou aterrorizado com uma coisa de que há um ano poucos sabiam o nome: supervisão. Ora, uma coisa com um nome tão imponente devia funcionar e devia meter medo. Mas funcionou mal e não meteu medo a ninguém.
Se no Expresso resolvermos brincar com as leis da Comunicação Social (e algumas são boas para isso), a ERC multa-nos de imediato. Se algum leitor decidir ir vender bolas de berlim para o Sotavento algarvio, a ASAE surge detrás de uma duna. Se um banqueiro decidir roubar o seu banco está à vontade.
Todo o trabalho do Banco de Portugal se baseia numa palavra: confiança. Em teoria para se ser banqueiro tem que se ser considerado idóneo e de confiança. Passado este dificílimo teste (uma coisa ao nível dos guerreiros Jedi, só não lhes pedem para mover cómodas com a mente...), são banqueiros. A partir daí, é só confiança para lá e para cá.
Quando há alguma coisa que parece mal num banco de confiança envia-se uma equipa do Banco de Portugal. O banqueiro de confiança põe quilos de papelada e terabytes de excel à frente dessa equipa. Entretanto, o banqueiro de confiança gere dinheiro em offshores e bancos de fachada, sobrevaloriza activos, esconde 'buracos' enormes e entretém a equipa. Volta e meia a equipa faz perguntas e as respostas lá vão chegando, a conta-gotas, papéis para cá e para lá. Se cheira a esturro o Banco de Portugal (BdP) chama o banqueiro de confiança (Bdc) para uma conversa:
BdP - Estou preocupado, temos recebido informações graves sobre o seu banco, a sua contabilidade é duvidosa.
Bdc - Oh dr., sabe quantos anos eu já levo disto?
BdP - Sei, claro que sei. Mas não gosto que mude de auditores... e com tantas reservas às suas contas.
Bdc - Não se preocupe, isso foram uns rapazolas a querer mostrar serviço. Gente nova que não percebe que a banca precisa de confiança.
BdP - Nisso estamos de acordo, mas eu tenho que garantir a estabilidade do sistema financeiro. Resolva os seus problemas, por favor. Qualquer movimento nosso punha o sistema em causa.
Bdc - Confie em mim, nós banqueiros somos diferentes. Olhe, o dr. consegue comer bolas de berlim na praia?
BdP - Sabe, às vezes apetece-me, mas resisto sempre. Não confio naqueles tipos.

Anti-Estupidez

Uma lufada de anti-estupidez:


As beatas do politicamente correto benzem-se e esconjuram.
Temos de contratar o homem.

Quanto mais estado ... mais chamuscado

No Jacaranjá, mais um plano quinquenal pr'o malaguenho e um batatal de bébés ao esgoto.
"Não faz qualquer sentido organizar processos de candidatura e colocação no plano nacional, desta maneira centralizada. Não há empresa ou instituição capaz de fazer isto bem feito e a tempo e horas. Mas o ministério e os sindicatos continuam a querer assim. Por razões fantasiosas, que incluem a isenção, a igualdade e a imparcialidade, mas que se resumem a uma só: o poder de um e de outros."

"A velha guarda dos técnicos de educação do ministério recuperou forças e dominou a mecânica. Regressou a burocracia dos pedagogos iluminados. Produziram-se milhares de páginas de regras, regulamentos, orientações, normas, despachos e instruções, numa sofreguidão doentia. O assombroso secretário de Estado Walter Lemos exibiu uma produtividade sem par. Estabeleceu-se um princípio moral detestável, o de que uma correcção é fraqueza e um erro repetido é força. Criou-se um sistema de avaliação impossível destinado, não a avaliar, mas a exibir autoridade. Reforçou-se o centralismo da política de educação. Contrataram-se militantes partidários para preencher a rede de dirigentes nacionais e regionais. Exerceu-se uma inadmissível influência política no processo de elaboração e de avaliação dos exames, a fim de conseguir impensáveis melhorias de notas que provocaram o riso do Atlântico aos Urais. Chegaram a obter-se aumentos de médias de exames, de um ano para o seguinte, da ordem dos 40 por cento!"

O espírito do porco: comentário de Joshua
Em quatro anos de este horrendo ME, tenho três anos de desemprego, de empobrecimento agudo, após doze anos ininterruptos de trabalho. Nestes quatro anos, leccionar tornou-se-me episódico e ainda mais temporário. Por três meses, num ano lectivo. Por um mês, noutro. Pai de duas filhas, quando mais necessitava, mais o Sistema me filtrou e puniu, rejeitando-me como se fora lixo humano.

Fui barrado basicamente por razões políticas. Fui filtrado e prejudicado pelo Sistema Centraleiro por me opor ao Espírito de Porco* vigente. Porque contestei aberta e desabridamente essa sanha persecutória demente. Porque lutei contra o derramamento infrene e insane de burocracia altamente penalizadora da eficácia sedimentadora da Educação para os apetrechos indeléveis do Saber. Porque senti e denunciei o ambiente moralmente desonesto na praxis e no discurso logo desde o início.

Agora, urge superar esta fase maligna. Autonomizar as escolas. Reencontrar a Alegria e a Liberdade na Escola, lugar hoje de conflitualidade, crispação oprimência.

Talvez seja hora de recordar factos graves. Responsabilizar politicamente os causadores de mortes prematuras. Docentes que morreram de puro desgosto e completo estresse com tamanha desmesura burocrática brutalóide e terreno permanentemente movente da mais cruel movência.

Um ME e um PM demagogicamente punitivos da docência clamam por Exemplar Punição.

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*Uma pessoa com 'espírito de porco' é uma pessoa cruel, ranzinza, que se especializa em complicar situações ou em causar constrangimentos. Mas de onde vem esta expressão?

A origem vem dá má fama do porco, embora injusta, sempre associada a falta de higiene, à sujeira e - inclusive - à impureza, ao pecado e ao demónio, conforme alusões feitas no texto bíblico do Antigo e do Novo Testamento. As informações são do livro O bode expiatório, do professor Ari Riboldi.

Segundo o professor, essa má fama foi reforçada no período da escravidão, quando nenhum dos escravos queria ter a tarefa de matar os porcos nas fazendas. Nessa época havia uma crença de que o espírito do porco ficava no corpo de quem o matava e o atormentava pelo resto de seus dias.

Então, diz-se que quem comete crueldades está tomado por esse 'espírito malévolo'.

Excerto do comentário de António Viriato no Sopas de Pedra:
Hoje, a atitude sobreprotectora dos pais, para com os filhos, faz com que os alunos quase exijam encontrar nos Professores os substitutos dos seus progenitores, bem como se sintam, por regra, pouco predispostos para aceitar naqueles a ausência de afectividade que, erradamente, tomam por hostilidade, contando invariavelmente com a cobertura familiar, no caso de uma qualquer, normal, admoestação recebida, no âmbito da aprendizagem de matérias ou de atitudes, nem sempre imediatamente compreendidas ou assimiladas.
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Mais um endireita



Uma das maiores sumidades em matéria de absurdos pronunciou-se sobre a Iniciativa Novas Oportunidades (INO).

Segundo Roberto Carneiro, quem deve avaliar se há ou não facilitismo é o mercado. Mas, também segundo ele, há um problema. Essa avaliação só poderá ser feita se os empresários se submeterem também à INO.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

A economia, o emprego e o endireita

Via O Insurgente.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Balança proibida

George Walker Bush approval index

Barack Hussein Obama approval index

O aramagedão que vem a caminho e os salvadores do cosmos



Enquanto a esquerdalha digere mais um incongruente "acordo" anti "aquecimento global", aqui fica um gráfico que espelha bem a diferença entre a estratosférica estupidez da militância anti-aquecimentista e a realidade.

Sai um futuro risonho para a campanha eleitoral em curso

"[...]permitir elevadas velocidades de navegação na Internet (entre 50 a 100 megabits por segundo, permitindo, por exemplo, descarregar um ficheiro de 1 gigabyte em poucos segundos)."
Esta frase espelha a qualidade da notícia.

Uma rede de 100MBit tem por desempenho, no máximo, cerca de 8MByte por segundo.

1000MByte / 8 = 125 segundos. Fica-se a saber que 125 serão poucos segundos.

Entretanto a notícia não refere se os três mil milhões de euros serão pura despesa, se 90% dela corresponde a importação de equipamento que se rentabilizaria em 125 anos caso não aparecesse, entretanto, geração equivalente a 1/10 do preço, etc. Também não é explicado quantas empresas terão que falir e quantos desempregados serão aí gerados para pagar e "criar" os 15 a 20 mil postos de trabalho. Provavelmente 150000 a 200000. Provavelmente dar-se-á o segundo caso e não o primeiro.

Há uns anos a RDP investiu uma quantia astronómica numa rede de distribuição digital de sinal que, suponho, ainda esta no ar. Tratava-se do sistema DAB que iria igualmente revolucionar uma coisa qualquer.

Alguém conhece alguém que tenha um rádio deste tipo?

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Os porcos, os sindicais mastins e o socialismo


Na presença de mais uma “luta” de estivadores, recordei os velhos tempos em que a “gloriosa classe” travava uma “incessante luta contra o patronato reaccionário e explorador”.


À memória já me vão faltando pormenores, mas a coisa começou por alturas do glorioso PREC. Os estivadores, classe oprimida, encarregue da carga (para bordo) da produção da indústria exploradora do braço do operário, enceta uma luta que os levou aos píncaros do socialismo, aquele que fez do garboso “detentor da força de trabalho” um exemplo para os vivos de todo o mundo e, até, talvez, para os mortos.


Se bem me recordo a coisa começou com a “carga suja”. Carga suja era toda aquela susceptível de sujar as mãos do operário. A carga suja, coisa pestilenta, justificava um pagamento condigno. Ora bem, mesmo que de tambores de azeite se tratasse e mesmo que estivesse bem fechado, um gancho* bem aplicado ao tambor ou o rolar deste sobre um pequeno objecto provocava o derrame e ... o condigno pagamento.


As cenas de derrame sucediam-se de tal forma que as companhias de navegação começaram a pagar carga suja mesmo que de chuchas se tratasse. Limpa ou suja, qualquer carga, se não pagasse preço de suja em suja se tornava.


As conquistas do 25 de Abril iam por aquelas bandas de vento em poupa e ao mais pequeno estrebuchar do patronato reaccionário a greve era afinfada como carimbo de despacho do capitalismo para as abissais foças do terror cósmico.


Qualquer tentativa de evitar a “justa luta da classe” esbarrava não só com o mais variado vandalismo sobre as cargas como novas e inovadoras reivindicações.


Para além de aumentos salariais em flecha, exigências de exclusividade em cada vez mais tipos de operação eram transformadas em conquista atrás de conquista. Pouco a pouco as conquistas eram tantas que já nem valia a pena assumir a conquista. Por exemplo, qualquer operação de trasfega de combustível implicava um terno de estivadores que, rapidamente, deixaram de lá por os pés. Evidentemente que de combustível nada percebiam e as equipagens dos navios e os fornecedores de combustível asseguravam o serviço não querendo, aliás, ver estivadores sequer a meter o nariz naquele assunto. “Conquista” garantida, estivadores a milhas ... com o vil metal no bolso tilintando.


Mordomia atrás de mordomia, eis chegado o momento da estocada final na submissão do explorado face ao explorador, sendo instituida uma espécie de outsourcing de estiva em que cada estivador, ancorado a um “posto de trabalho” vitalício, sub-contratava a um preço irrisório a execução do que lhe competia.


E era, se a memória me não falha, ali para os lados do Jardim de Tabaco que bichas se organizavam em busca do trabalho de estiva ... por interposto “estivador”. Era o triunfo dos porcos e o momento em que o socialismo real, aquele em que sendo todos iguais alguns eram mais iguais que os outros, se afirmava resplandecentemente.


A coisa foi continuando, o Porto de Lisboa foi-se afundando e uns anos mais tarde, com a maioria dos armadores a impor outras rotas menos “progressistas”, um governo qualquer mandou tudo aquilo às urtigas atirando à cloaca da cidade os porcos, os sindicais mastins e o socialismo.


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* Suponho que tinha outro nome mas não me recordo.


#RoD, esquerda, estúpidos, super-estúpidos, hiper-estúpidos, conquistas de Abril e outras pragas.

Recordando a Crise

A cartoon from an issue of the Chicago Tribune, circa 1934, during the Great Depression.
“Those who cannot remember the past are condemned to repeat it.”
–George Santayana, The Life of Reason, Volume 1, 1905

O 'Why Not' do J.Galamba

Tal como qualquer comum mortal, nunca tinha visto o J.Galamba antes.
Tal como qualquer leitor de blogs, conhecia-o do Jugular, o cantigo do lobby gay/socratino na blogosfera.

Ontem, num programa de informação da SIC, João Galamba foi uma espécie de representante da profissão de fé de académicos de esquerda (desde logo sociólogos e geógrafos) a favor das grandes obras/elefantes brancos públicos.

A criatura desbocou alarvidades capazes de abalar a estrutura de convicções do mais arraigado keynesiano. Apesar de no momento dificilmente ter tempo para ver um telejornal completo, surpreendido pelas aberrações argumentativas, fiquei a ver até ao fim.


Acabado o momento de variedades, fica a dúvida sobre a razão que levou a SIC a convidar o João Galamba. Há duas hipóteses com sérias probabilidades de estarem corretas:

1ª O tio Balsemão quer descredibilizar os defensores das grandes obras públicas para que não há dinheiro e que representarão, quando concluídas, importantes acréscimos de despesa orçamental para amortização de capital, pagamento dos juros e financiamento da cobertura dos prejuízos da sua manutenção;

2ª O João Galamba perguntou à SIC: "Se o Emplastro pode aparecer na televisão sem ser convidado, então porque é que eu não apareço na televisão como convidado?". Estupidificado com a com a pergunta, o diretor de informação resolveu convidar o moço.

As eólicas a língua de palmo

A masturbatória "política energética" eólica e foto-voltaica do socialismo pós-moderno, mais uma das magistrais intervenções do estado na economia, resultou noutro zenital legado: nova hipoteca do futuro.
"Consequentemente, foram sendo gerados gigantescos 'deficits tarifários' cujo montante será pago, com juros, por todos os consumidores nos anos mais próximos."
... e duvido que a hecatombe não vá continuar.

Depois queixem-se que nada se consegue vender porque o pouco que ainda se fabrica sai demasiado caro.

Via EcoTretas.

#RoD, impostos encapotados, esconomia socialista

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

A cretinice continua a pastar

O aquecimento global provoca maior desenvolvimento de plantas e, enquanto uns quantos idiotas dizem que as árvores estão a ficar obesas, outros dizem que os carneiros estão a ficar pequenos.

Se houvesse arrefecimento global as árvores ficariam mais magrinhas, os carneiros ficariam maiores e, aposto, o decremento na quantidade de alimento disponível faria as pessoas mais saudáveis.

#RoD, refinadas cretinices

Domingo, 5 de Julho de 2009

Barack Hussein será o responsável se correr sangue em Honduras

Por Lilian no blog Reinaldo Azevedo

Com um mínimo de responsabilidade, Barack Hussein, presidente dos EUA, demoveria o delinqüente e golpista Miguel Zelaya de voltar a Honduras neste domingo, como ele promete fazer. Cristina Kirchner, simbolicamente enxotada pelos argentinos, disse que estará junto. Rafael Correa, prototiranete do Equador, também - nesse caso, é como se Hugo Chávez comparecesse em pessoa. Irá mesmo? Vamos ver. A crise política, até agora, não matou ninguém. O que quer que venha a acontecer em Honduras, que vive mais de 20 anos de estabilidade democrática com a vigência da Constituição que Zelaya tentou golpear, será de responsabilidade de Barack Hussein e da OEA, comandada por José Miguel Insulza, um pateta que não viu nada demais na reeleição ilimitada de Chávez e que acredita que a entidade tem de readmitir Cuba sem impor condições etc e tal. Em matéria de democracia, a gente sabe bem de que ditadura ele gosta. A esmagadora maioria dos hondurenhos apóia o governo provisório. Mas, já disse, isso não autoriza deposição de presidentes. Zelaya não era mais presidente da República desde que tentara criar as condições para a reeleição. A Constituição é explícita: quem o fizer está imediatamente destituído e tem cassados os direitos políticos. Quando foi generosamente levado para a Costa Rica, já não era mais nada. Aliás, eis um erro dos militares. Zelaya deveria ter ido em cana pelas demais violações à Constituição, incluindo a afronta às decisões da Justiça. Uma cana democrática. Neste sábado, o cardeal Oscar Andrés Rodríguez, uma das figuras mais respeitadas do país, expressou seu apoio ao novo governo e pediu a Zelaya que não volte - aliás, o candidato a tiranete disse estar cumprindo uma “vontade de Deus”… Segundo o cardeal, todos os Poderes do Estado estão em vigor e a democracia está assegurada no país. Mas vocês sabem… Segundo um colunista do New York Times, Barack Hussein está interessado em provar a Chávez que os Estados Unidos mudaram… Antes, apoiavam golpes na Constituição. Agora, com Barack Hussein, apóiam golpistas…

...

Adenda:

Charles Krauthammer on Honduras: Obama is Wrong

A verdade, só a verdade e nada mais do que a verdade


O ex-ministro afirmava e José Sócrates reafirma que há 200 mineiros a moirar em Aljustrel. Os comunistas, tanto na versão de fato-macaco como na reconfigurada com gel urbano, que não senhor. A coisa..., a comunicação social, coitada, tão prestável para dar notícias em directo, ficou de súbito sem repórteres, viaturas, telefones ou sequer internet e também não deve ter pago as contas aos CTT, porque não houve até agora ninguém que pudesse investigar o que se passa na realidade
Bem, lá vou eu ter que ligar para o meu compadre. Depois das nove da noite, para me ficar mais barato...

Sábado, 4 de Julho de 2009

Da sanguessuga à lampreia

Como qualquer bushista que se preze, andei à chapada com a malta cá de casa por causa da garraiada na Assembleia da República.

Já tinha lido, algures (se reencontrar deixo o link) a opinião de António Barreto e alinho pelo que ele escreve. De facto a generalidade dos referidos deputados portam-se como teenagers em época de queima de fitas.

À minha memória aflora a acção-comando de Manuel Monteiro sobre os deputados respondida em força quando da tentativa de eleição de Cruz Abecassis para a vice presidência da assembleia. O primeiro acusou os segundos de serem sanguessugas mas os eleitos, remexendo-se ao ritmo apropriado e em jeito de ataque submarino, responderam à votação relativa a eleição de Abecassis escrevendo 'sanguessuga' nos boletins de voto.

E a resposta foi dada em duas vagas porque Abecassis ainda se sujeitou a uma segunda tentativa de eleição aceitando o argumento de que a primeira vaga de "sanguessugas" seria "uma espécie de praxe". Mas a segunda tentativa as ferroadas continuaram e Abecassis não obtendo votação suficiente para ser eleito afastou-se farto de levar ferroadas "sanguessuga".

Com Manuel Pinho deu-se o ataque comando, curiosamente ao garboso e indignável deputado que tem dúvidas que a Coreia do Norte não seja uma democracia.

Face à "indignação" generalizada fica tudo em suspenso por se saber qual o método que os deputados virão a utilizar no contra-ataque.

Por mim, bushista convicto, encher-lhe-ia de lampreias a piscina onde dá ratadas a Michael Phelps.

#RoD, Portugal em touradas

Honduras: el golpe de Zelaya.

Sobre as Honduras, artigo de Alvaro Vargas Llosa, escrito no Washington Post e republicado no ABC ( Espanha).

Cuando un grupo de soldados irrumpe en una casa presidencial, se lleva al presidente y lo pone en un vuelo hacia el exilio, como sucedió en Honduras el domingo pasado, está claro que se ha dado un «golpe». Pero, a diferencia de la mayoría de los golpes en la tortuosa historia de América Latina, el depuesto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, carga con la mayor responsabilidad por su derrocamiento.
Miembro de la rancia oligarquía a la que ahora condena, Zelaya llegó al cargo en 2006 como líder de uno de los dos partidos de centro-derecha que han dominado la política hondureña durante décadas. Sus propuestas electorales, su apoyo al Tratado de Libre Comercio entre Centroamérica y los Estados Unidos, y sus alianzas empresariales no hacían sospechar que a mitad de su mandato se convertiría en un travesti político.
De pronto, en 2007 se declaró socialista y comenzó a entablar lazos cercanos con Venezuela. En diciembre de ese año, incorporó a Honduras a Petrocaribe, un mecanismo pergeñado por Hugo Chávez para derrochar subsidios petroleros sobre los países latinoamericanos y caribeños a cambio de su servilismo político. Luego su gobierno se unió al ALBA, la respuesta de Venezuela al Área de Libre Comercio de las Américas, en teoría una alianza comercial pero en la práctica una conspiración política que procura expandir la dictadura populista al resto de América Latina.
El año pasado, siguiendo el guión escrito por Chávez en Venezuela y adoptado por Evo Morales en Bolivia y Rafael Correa en Ecuador, Zelaya anunció que celebraría un referendo para convocar a una asamblea constituyente a fin de modificar la Constitución que prohíbe su reelección. En los meses siguientes, todos los organismos jurisdiccionales -el Tribunal Supremo Electoral, la Corte Suprema, la Fiscalía, el «ombudsman» de los derechos humanos- declararon que el referendo era inconstitucional. Según los artículos 5, 373 y 374 de la Constitución, los límites al mandato presidencial no pueden ser modificados bajo ninguna circunstancia, solamente el Congreso puede hacer enmiendas a la Constitución y las instituciones políticas no están sujetas a consulta popular. Desafiando las disposiciones judiciales, Zelaya persistió. Rodeado de una turba, irrumpió en las instalaciones militares donde se conservaban las papeletas, ordenó su distribución. Zelaya se había puesto al margen de la ley, y el Congreso inició un juicio político para destituirlo.
Este es el contexto en el que las Fuerzas Armadas, en una movida poco atinada que convirtió en golpe de Estado un mecanismo perfectamente legal para frenar a Zelaya, expulsaron al presidente. El hecho de que el procedimiento constitucional fuera luego cumplido al designar el Congreso al jefe del Poder Legislativo, Roberto Micheletti, como presidente interino, y que se confirmaran los comicios fijados para noviembre, no quita la mancha de ilegitimidad que afecta al nuevo gobierno. Este factor ha desarmado a los críticos de Zelaya en la comunidad internacional frente a la bien coordinada campaña que orquesta Chávez para reinstaurarlo en el cargo.
Dicho esto, la respuesta internacional, que intenta reponer a Zelaya sin mencionar en absoluto sus actos ilegales ni ponerle la condición de respetar la Constitución, ha sido sumamente inadecuada. La Organización de Estados Americanos, conducida por José Miguel Insulza, de quien me precio de ser amigo, ha actuado como un verdadero perro faldero de Venezuela.
La crisis de Honduras debería atraer la atención del mundo hacia esta verdad respecto de la América Latina actual: que la amenaza más grave a la libertad proviene de populistas electos que procuran destruir las instituciones del estado de derecho a partir de sus caprichos megalómanos. Dado ese escenario, la respuesta a la crisis de Honduras ha minado la posición de quienes tratan de impedir que el populismo retrotraiga a la región a épocas infaustas, en las que había que escoger entre revoluciones izquierdistas o dictaduras militares.
© 2009, The Washington Post Writers Group"


Pummshhhhh

Buzz Aldrin, bushista e belicista, é agora, também, negacionista.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Cornos, mamas e a Assembleia da República








L
á nos confins dos anos 80(?) Ilona Staller visitou a Assembleia da República. Em plena sessão deixou escapar a mamoca.

Manuela Aguiar ferveu de raiva, Natália Correia achou interessante.

Curtas ...

Tudo indica que a verdalhada tentou 'negociar' um "projecto de sustentação ambiental" e não conseguiu.
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Uns quantos "economistas" reclamam que as obras públicas (grandes projectos) não devem ser suspensas porque se hipotecaria o futuro. Fica-se a saber que os indígenas ainda não perceberam que hipotecados já estão o presente e o futuro.
...
A reengenharia em matéria de família continua a dar os seus melhores frutos.
....
Nacional-sexualismo.
.... (actualização)
O ministro bem informado.
....



Medina Carreira: Não há nada pior que as pessoas estudarem coisas sérias com o mesmo espírito com que lêem receitas de bacalhau.
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Obama, Honduras, Irão e os inimigos da liberdade

Depois de muito instado, (sabe-se até que Hillary Clinton manifestou descontentamento pelo silêncio), Obama parece ter percebido que teria de dizer qualquer coisa sobre a farsa das eleições no Irão, e veio finalmente a público manifestar compreensão pelos manifestantes que buscam “justiça”.
Liberdade, pediram os manifestantes.
Justiça, ouviu Obama, e esta deficiência auditiva é um autêntico tratado sobre a ideologia que delineia a cosmovisão do Escolhido.
Mas, prestado tributo às conveniências, não perdeu tempo a mandar os seus assessores dizer aos media que o que se passa no Irão não terá influência nas suas políticas.
Como Susan Rice disse, “A legitimidade das eleições depende dos olhos de quem as vê. Mas isso não é factor que influencie a nossa relação com o Irão”.


Fica portanto claro que o facto de o regime ser ou não legítimo, importa um corno ao Escolhido, que não se desviará um milímetro da sua missão sagrada de apaziguar os mullahs, por muito que os factos o interpelem. As ideologias são assim…não há factos que as ponham em causa. Nem sequer o facto de o "Supremo Líder" ter vindo a público novamente com a habitual cornucópia de hate speech contra o Grande Satã e os infiéis.
Há 30 anos, Dhimmi Carter sabujou-se aos mullahs , colocando-se ao lado deles contra um aliado, prejudicando os interesses americanos e produzindo o pesadelo que ainda hoje ensombra a região.
Obama segue-lhe as pisadas.
O curioso é que o faz em nome do “realismo”. E é esse pretenso “realismo” que o leva a ignorar a realidade e a recusar que ela seja levada em conta nas opções. E o Escolhido está tão convencido que apaziguar Amadinejad e Khamenei é a escolha certa, que jamais deixará a realidade meter-se de permeio.
Um claro sintoma de dissonância cognitiva, fenómeno psicológico que levou à derrota de Napoleão em Waterloo, ao recusar a informação de que vinham aí os prussianos, porque ela mexia com o seu plano.

O que está já a tornar-se evidente é que a necessidade de apaziguar os inimigos declarados da América, parece ser mais importante que manter os aliados e far-se-á mesmo à custa destes. Exactamente o que aconteceu com Dhimmi Carter, com os resultados que se conhecem.
Aconteceu com Israel e está a acontecer com as Honduras. O que se passou nas Honduras foi, no fim de contas, a deposição constitucional de um Presidente que estava a agir declaradamente contra a Constituição do país, aconselhado pelo Richelieu comunista que assessorou Chavez, Evo, Ortega e Correa.

Passou-se ali o que se passaria em Portugal ou noutro qualquer Estado de Direito, caso o Presidente se estivesse nas tintas para a Constituição, para os Tribunais e para o Parlamento.
O que fez, sem demora, o Escolhido? Colocou-se ao lado de mais um títere de Chavez, contra as forças democráticas que se levantaram contra ele. E desta vez não tergiversou, nem precisou de ser instado, como no caso do Irão.

A democracia deixou de interessar a esta Administração “Carter 2”. Na verdade a palavra “democracia” já há meses que não faz parte do léxico americano no que toca às relações com a América Latina. Em vez de “democracia” e “liberdade”, Obama derrama-se em conversa poética sobre “justiça social”.
Toda uma ideologia contrária à liberdade, como escreveu Isaiah Berlin em Freedom and its Betrayal: Six Enemies of Human Liberty.

O resultado?
A Coreia do Norte está cada vez mais desafiante, o Irão redobra a retórica agressiva e acelera a corrida ao nuclear, o genocídio no Sudão continua no caminho do sucesso, e até Chavez já faz ameaças de invasão militar.

Está a tornar-se cada vez mais claro que o que faz andar Obama é a ideologia do “Blame America First”, o que não é de estranhar, dado o ambiente ideológico que o alimentou durante anos. Só assim pode acreditar que é do interesse americano apaziguar os ditadores de esquerda radical que estão a afundar a América Latina,
Dhimmi Carter também agiu assim e no princípio estava muito bem visto.
Mas não há ideologia que consiga, por muito tempo, enganar muita gente, e é por isso que Dhimmi Carter é considerado o pior presidente da História americana e deu no tonto senil que agora passeia pelo mundo a imagem do seu próprio ridículo.
Mas está, pela primeira vez, a enfrentar dura concorrência.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Animal farm

Do Brasil, com humor... (recebido por e-mail)


Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.
Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.
Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
-Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
-Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

É SÓ SAÚDE....



O actual serviço de saúde nos Estados Unidos é mais caro que o Europeu e não é melhor. Mas atenção, parece haver nos EU uma modalidade do serviço de saúde que o Ministro holandês da saúde quer copiar – porque, segundo ele, é melhor e custa menos dinheiro!!!

Quais são as principais diferenças entre o sistema de saúde holandês e o americano:

Na Holanda, e ao contrário dos EUA, ter um seguro de saúde é obrigatório. Assim é que na Holanda toda a gente tem um seguro custeado a partir de duas fontes. Uma parte (igual para toda a gente) é paga pelo próprio utente directamente à companhia de seguros da sua escolha, e trata-se de uma quantia de ± 1000 euros por ano. A outra parte é proporcional (6,9%) e é descontada mensalmente do salário (ou do subsídio de desemprego) de cada cidadão.

Os tais 6,9% de todos os utentes na Holanda vão parar aos cofres do Ministério da Saúde - que cá se chama Ministério da Saúde Pública do Bem-Estar e do Desporto – que seguidamente os vai distribuir pelas várias companhias de seguros segundo um critério com base no risco de doença das pessoas inscritas.

O critério baseia-se em três factores de risco: idade, sexo e frequência no uso de serviços de saúde no passado.

Exemplo: uma companhia cuja maioria da sua clientela se situa entre os 20 e os 40 anos de idade vai, segundo o tal critério, logicamente receber do Ministério MENOS dinheiro do que uma seguradora com clientes em que a maioria tem uma idade mais avançada (leia-se, com maior risco de uso dos serviços de saúde). Pela mesma lógica, recebe MAIS dinheiro a seguradora que apresentar uma lista em que, independentemente da idade, os seus clientes se sirvam mais frequentemente dos serviços de saúde.

A esta distribuição do risco pela inteira população chamam os holandeses RISICOVEREVENING, que quer dizer COMPENSAÇÃO ou NIVELAMENTO do RISCO. (Há uma expressão idiomática portuguesa que descreve perfeitamente este conceito: distribuir o mal pelas aldeias.)

Desta forma está resolvido o problema da ACEITAÇÃO de qualquer cliente por parte das seguradoras, que na Holanda, como já vimos, e ao contrário dos EUA, é OBRIGATÓRIA. Um individuo pode sofrer de sida, asma e ainda ser tuberculoso que a companhia de seguros não lhe pode recusar um seguro. O enorme risco que esta pessoa acarreta para a seguradora é compensado (é pago pelos mais saudáveis) pelo Ministério com base no tal critério de 'nivelamento' ou 'compensação de risco'.

As diferenças entre o sistema de saúde Americano e o Holandês são basicamente as seguintes:

No sistema Americano,

- Não há obrigatoriedade de contrair seguro de doença.
- Não há obrigatoriedade de aceitação. As seguradoras americanas têm o direito de recusar um cliente com alto risco de doença.
- Não há compensação ou nivelamento do risco.

Três modalidades do sistema americano.

HMO (Health Maintenance Organization), que tem a particularidade de reunir numa só organização saúde e seguro. Nesta modalidade o utente não tem escolha, deve cingir-se aos serviços de saúde que fazem parte da organização, da HMO. Mas tem a vantagem de ser a modalidade mais barata e também a mais eficiente, porque reúne todo o tipo de serviços numa só organização. (Parece que ultimamente já existem certas HMOs que permitem uma escolha de serviços de saúde fora do âmbito dos seus contratos – mas os seguros devem provavelmente ser mais caros).

PPO (Prefered Provider Organization). Neste caso a seguradora tem contratos com uma maior variedade de serviços de saúde do que a HMO. O que significa que os utentes têm mais escolha, mas também o seguro é mais elevado.

II (Indemnity Insurance). Nesta modalidade, e ao contrário da HMO (seguradora e serviços de saúde formam uma e a mesma organização) e da PPO (seguradora tem contratos com serviços de saúde independentes da organização), a organização apenas oferece um seguro. O utente, por seu lado, usa os serviços de saúde que bem entender e apresenta depois a conta à seguradora. É escusado dizer que este seguro é bem mais caro que os dois anteriores...

Voltando ao Ministro holandês.

Apesar de normalmente os europeus não acharem que o serviço de saúde americano é o suco da barbatana, o Ministro está impressionado com a performance de uma grande seguradora americana da Califórnia tipo HMO (Kaiser Permanente), que além de vender apólices, oferece cuidados de saúde de grande qualidade a preços bastante razoáveis.

Mas a maioria do parlamento holandês ainda não está convencida. Os críticos vêem nesta combinação – seguradoras proprietárias de hospitais – uma incompatibilidade de interesses e o assunto está a ser estudado por terceiros. O Ministro, por seu lado, insiste que o sistema holandês é pouco eficiente: os utentes recebem cuidados de saúde aos bocados, que eles próprios têm que juntar. Segundo ele este sistema lembra-lhe “uma pessoa que quer comprar um carro novo, mas é obrigado a ir comprar o volante noutro sítio e os pneus ainda noutro!”

Na Kaiser Permanente, uma seguradora com 8,6 milhões de clientes, 32 centros de saúde, milhares de médicos e enfermeiras, os doentes recebem tratamento em cadeia e não são mandados de Herodes para Pilatos como na Holanda. Num sítio recebem todos os cuidados que necessitam. Mas não têm a liberdade de escolha que existe na Holanda. Um americano que tenha uma apólice da Kaiser é obrigado a ir a um centro de saúde da Kaiser. Se quiser ir à concorrência tem que pagar do seu bolso...

Por enquanto uma maioria no parlamento holandês tem receio de quebrar o equilíbrio existente entre pacientes, companhias de seguro e serviços de saúde. Acham que se um obtém demasiado poder os outros podem ficar a ver navios. Mas reconhecem que o sistema holandês tem INCENTIVOS PERVERSOS. Por exemplo, as companhias de seguro não têm grande interesse em investir na saúde dos seus clientes, porque não sabem se serão eles próprios a colher os frutos. Os clientes de um dia para o outro podem passar para a concorrência que oferece um contrato mais barato. Por esta razão as seguradoras investem muito pouco na prevenção e em bons serviços médicos. E o facto dos serviços de saúde serem pagos por cada pessoa que tratam, ajuda a manter uma mentalidadse: quantos mais doentes melhor...

O Ministro está convencido que este dilema pode mudar se as seguradoras e os serviços de saúde se fundirem numa organização. Neste caso há interesse comum em manter as pessoas o mais saudáveis possível, porque isso faz baixar os custos. E também há interesse em oferecer serviços coerentes para prevenir ou diminuir certas doenças.

É que há cada vez mais gente a sofrer de doenças crónicas ligadas a obesidade e diabetes. Quase 80% dos custos da saúde pública tem a ver com este tipo de doentes crónicos. É precisamente neste grupo de doentes que o Ministro, enfatizando a prevenção, pensa conseguir poupar o mais possível.

Honduras

Nas Honduras triunfou o contra-golpe.
O que estava a acontecer era um golpe montado pelo Presidente Zelaya, no sentido de alterar a Constituição e se eternizar no poder.
Recusou o veredicto do Supremo-Tribunal, invadiu um Quartel e tentou avançar com a sua agenda "bolivariana".

Tem agora os amigos "bolivarianos" a apoiá-lo.

Muita gente já se deu conta da semelhança de processos na Venezuela, na Bolívia, no Equador, nas Honduras, etc.
Tudo passa por progressivas alterações constitucionais, eternização no poder, nacionalizações, etc.

Não é por acaso.
A eminência parda destes movimentos é o jurista espanhol Roberto Viciano Pastor,
membro do Partido Comunista Espanhol.

Os gatos escondem-se, mas o rabo está sempre de fora

Domingo, 28 de Junho de 2009

Quanto mais estado ... mais chamuscado

Erro

Cara ml,

não sei porquê mas não consigo comentar na caixa de comentários deste artigo, por isso resolvi colocar a minha resposta aqui (quando tento responder aparece-me um erro de html qualquer...)

"Não entende que a 1ª, a 2ª, a 3ª, a 4ª preocupação das pessoas, em todo o mundo e antes do dinheiro, é a saúde?"

A ml tem poderes estratosféricos. Conseguiu falar com todas as pessoas do Mundo e chegar à conclusão que 100% da população terrestre tem como as quatro primeiras preocupações a Saúde. Deve ter chegado a esta conclusão da mesma forma que Marx quando este, debruçando-se sobre um assunto diferente, concluiu que era uma questão de tempo até o Socialismo triunfar, pois o Capitalismo estava ferido de morte. Na opinião do velho Karl, todos os operários começavam a pensar de igual forma, a lutar e a usar semelhantes modos de luta, todos odiavam os seus patrões, todos estavam cientes de que estavam a ser explorados. Ou não...

Ninguém pode definir quais as preocupações das pessoas, quais os caminhos que estas devem seguir, quais os seus objectivos de vida. Ninguém pode limitar a vida de um cidadão em proveito de outro cidadão. Eu acredito nisto ml, pelos vistos a minha cara não, é uma discussão de surdos à partida.

"Sabe quais os custos de uma operação deste género? Para cima de 500 mil euros e isto porque todos somos dadores de órgãos, imagine o que cresceriam as contas se assim não fosse."

Deixe-me começar por dizer que espero que tenha tudo corrido bem com a sua amiga. Porém, deixe-me dizer-lhe o seguinte: se uma operação no privado como essa custa 500 mil euros, é porque o mercado de Saúde privado ou tem uma deficiência grave na oferta (monopólio) ou existe um problema de concertação de preços (cartéis). Eu, como deve obviamente presumir, não defendo isto. Se os privados se demonstrarem incapazes de fornecerem tais serviços, por 1001 motivos, obviamente que o Estado é uma opção a ter em conta.

Não acredito que o real valor dessa operação seja tão abismal. Nem acredito que uma tal avultada soma de dinheiro do Estado, proveniente dos impostos, seja gasto na saúde de uma só pessoa. Sabe quantas vidas ajudávamos com 500 mil euros? Quantas pessoas tirávamos da fome? Quantas habitações sociais construiríamos? Obviamente que a operação não custa isso ao Estado, e se não custa isso ao Estado não deveria custar isso no privado.

"Se lhe batesse esta situação à porta, tinha meios para pagar a cirurgia, o internamento, os tratamentos prolongados que se seguem?"

Não, não tinha. Mas se o estabelecimento de preços dos privados fosse tendo em conta margens de lucro normais, ditada pela procura e pela oferta, certamente que o preço baixaria substancialmente. Isto, a juntar à baixa de impostos...

As pessoas nunca deixarão de recorrer a serviços de saúde, tal como nunca deixarão de comer. Se podemos comer 1 peça de fruta mais barata, porque não conseguimos ir a um médico mais barato?

"É este o meu medidor de sensibilidade social, acrescido de opiniões como essas que transcreve, "com o mal dos outros posso eu bem", quando se referem à distribuição de um bem escasso, vital, e fora do alcance da maioria – a saúde."

Pois é ml. A saúde é um bem escasso, vital e fora do alcance da maioria. É injusta, tal como são os homens, a vida, tudo. Você pode ter o seu medidor de sensibilidade social, mas não o pode incutir nos outros nem pode fazer com que eu olhe para as coisas com os mesmos binóculos que si.

"Tem a certeza? É que todos os estados, em maior ou menor grau, sempre procuraram criar organismos e instrumentos para ajudar os pobres, e isto vem de longe."

Tem razão cara ml. Mas esses não são os fins para os quais o Estado foi criado. Era a isso que me referia.

"pois nunca entrei numa urgência, nunca me servi dos tribunais e só recorri à polícia quando me roubaram a matrícula do carro. Isto antes que alguém se servisse dela para alguma brincadeira."

Conforme-se, pois. Se está contente com as coisas quem sou eu para lhe dizer que está contente com pouco ou que deveria estar insatisfeita. Se é feliz assim que o seja, e ainda bem que o é.

"Nem a tua. Por acaso dá-me jeito que a minha esteja equipada com tudo isso, mas tenho amigos que moram no campo e, gás de rede e outras urbanidades, nem vê-las."

Tenho pena dos seus amigos. Afinal parece que o Estado é mesmo injusto:

- a uns tira muitos, a outros tira pouco;

- a uns dá muito, a outros dá pouco.

"Espero que o Hobbes não se chateie que os serviços autárquicos me tenham fornecido estes equipamentos simpáticos."

Nada disso. Ele até foi um tipo com sorte, morreu aos 91 anos. E aposto que naquele tempo não havia os serviços de Saúde Estatais como existem hoje em dia. Como vê, a vida é mesmo injusta: azar teve o tipo de 40 anos que faleceu sem nunca ter usado o Serviço Nacional de Saúde, apesar de o ter pago durante toda a sua vida; sorte teve o Hobbes que morreu tarde e nunca soltou um tostão para sustentar o SNS Inglês...

Sábado, 27 de Junho de 2009

Politicamente correcto







"Uma coisa a que acho muita piada, é a este sentimento de culpa ocidental, que nos obriga ao politicamente correcto e a um sem fim de compreensão e tolerância para com os pobres e oprimidos, mesmo que sejam umas bestas, [...]"

"[...] comentando o facto com o meu flatmate, dou por ele a tentar compreender e imediatamente arranjar justificações condescendentes [...]"

ACTUALIZAÇÃO

Luna, a autora do texto acima parcialmente transcrito, supõe não ficar claro que as mulheres vítimas da agressão que descreve correspondem, na imagem, ao judeu e que os islamo-fascistas agressores aos nazis.

Se não ficava claro pois que se entenda que as mulheres vítimas da agressão que descreve correspondem, na imagem, ao perigoso judeu e os islamo-fascistas agressores aos nazis.

O ciclotímico

Nada disto é contraditório porque é tudo muito de esquerda ou não é fé no argumento porque argumento é de fé.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Mulheres e Islão




O símbolo de Tianamen foi a foto de um indivíduo solitário de braços abertos frente a um carro de combate.
O símbolo do que se passou no Irão foi a morte em directo de Neda Soltan. Uma mulher.
E o que se passou no Irão tem tudo a ver com as mulheres. Consta até que na origem da revolta esteve a mulher do candidato derrotado, Zahra, professora de História, autora de vários livros e antiga dirigente da Universidade de Teerão, despedida aliás por Amadinejad.
As imagens disponíveis mostram também uma espantosa quantidade de mulheres nas manifestações.

O que se compreende, porque o Islão é essencialmente mau para as mulheres. No Irão elas são detidas por “crimes” como usar baton ou mostrar o cabelo. Ao terceiro “crime” cumprem pena de prisão e ao 4º são vergastadas em público.
No Islão a mulher ideal é aquela que não é vista. A sociedade ideal é aquela onde as mulheres são invisíveis e inexistentes na vida e no espaço público. Em última análise, a opressão das mulheres é o verdadeiro símbolo do Islão e os delirantes códigos de vestuário são uma das mais visíveis expressões dessa opressão.
É também por isso que os acontecimentos no Irão são importantes. Zahra, que por vezes é vista em público de mãos dadas com o marido, comportamento perigosamente nos limites da legalidade islâmica, disse em 2006 que Amadinejad odiava as mulheres. Foi despedida logo a seguir e enganou-se num ponto importante: Amadinejad não é apenas um indivíduo misógino. É um bom muçulmano e a personificação da misogenia do Islão.
Na verdade a luta do Islão contra o resto do mundo, expresso na jihad, funda-se numa secular e profunda desconfiança nas mulheres, vistas sempre como encarnações do demónio e que têm de ser controladas, escondidas e reprimidas.
No Afeganistão a luta do Islão contra as mulheres atingiu o zénite. Mulheres impedidas de estudar e de trabalhar, presas por saírem à rua sem acompanhante masculino, vergastadas por não usarem bem a burga, fuziladas e lapidadas em estádios de futebol, por dançarem, cantarem ou usarem saltos altos sob a burga,.
Garante a esquerda multiculturalista que é uma cultura diferente, nem melhor nem pior, e que nós não devemos fazer juízos de valor, já que não há culturas melhores que outras. Uma bela treta, se me permitem, marca inconfundível da hipocrisia fundamental da esquerda, sempre pronta a desculpar as piores aberrações de certas culturas, com a mesma intensidade com que se esganiça contra as pequenas imperfeições de outras. Há tempos uma juíza alemã recusou o divórcio a uma mulher marroquina que era agredida pelo marido, também ele um bom muçulmano, alegando que a agressão da mulher pelo marido é uma prática cultural islâmica e que por isso a vítima já sabia o que esperar.
Ou seja, na prática esta inacreditável juíza, produto da mentalidade esquerdista que domina os campus das universidades das chamadas “ciências humanas”, não hesita em regular que os direitos humanos não são universais, como pensávamos, e, pelo contrário, devem ceder aos valores das culturas, pelo que os indivíduos, queiram ou não, são prisioneiros da cultura onde nasceram.
O actual Presidente americano, vai também por aí. Ao advogar o não envolvimento, ao não querer interferir, ao alegar que se trata de “assuntos internos iranianos” e de “questões de soberania iraniana”, na pratica age como o polícia que observa um marido a bater na mulher, encolhe os ombros e recita a velha máxima de que “entre marido e mulher não se mete a colher.”
Discordo. Nestas coisas não há neutralidade. Os direitos humanos são universais e os seus detentores são os indivíduos, incluindo as mulheres. Não são concessões dos estados, nem cedem face às culturas ou religiões. A neutralidade face à agressão de uma ditadura é cumplicidade e apenas dá força ao agressor. É como ir na rua, observar um meliante a roubar uma velhota e filosofar que é melhor não interferir, apesar de a vítima gritar por ajuda.
Não, o herói não foi Obama, como os adoradores do Escolhido insistem em asneirar. As heroínas foram Zahra e Neda.
Elas e o que fizeram, dão a dimensão do pesadelo em que o Islão transformou a vida das mulheres.
A vida de Neda é o exemplo perfeito daquilo que devia mobilizar a chamada “esquerda”, que se acredita “progressista”, mas é profundamente reaccionária e hipócrita.
As fotos dela enquanto mulher livre, reduzida à servidão islâmica e finamente morta ao lutar pela liberdade, dizem-nos que por vezes vale mais morrer de pé do que viver de gatas.
Não é nada connosco, garante Obama, fazendo vénias ao “supremo líder” e agachando-se perante a “República Islâmica do Irão”, como faz questão de lhe chamar.

Está enganado e esta é a "change we don’t need".

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

As memórias da Qimonda

N' O Público ...
O coordenador do Plano Tecnológico Nacional garantiu hoje que a crise económica não afectou os centros de inovação inaugurados nos últimos anos em Portugal, acrescentando que eles até reforçaram a sua actividade.

Na inauguração do primeiro centro de desenvolvimento tecnológico da T-Systems (filial de serviços para empresas do Grupo Deutsche Telekom) em Portugal, no Taguspark em Oeiras, Carlos Zorrinho evidenciou que os índices de produtividade colocam estes centros "entre os primeiros a nível internacional".
Zorrinho tem a mona equipada com memórias fabricadas na Qimonda, aquele centro de inovação que o mês passado mandou uns 600 gajos para a rua.

#RoD, mais valia estar calado

PIOR QUE AHMADINEJAD, SÓ BUSH...



A supporter of reformist candidate Mir Hossein Mousavi looks up as she passes below the photographer during a demonstration on June 17, 2009 in Tehran, Iran. (Getty Images)

Depois de um longo período sabático o fantástico Lagonda está de volta, e bastante em forma:


Olhem-me esta! O povo do Irão parece que já está um pouco farto do regime totalitário do seu país. Estranho: a mim sempre me disseram que viver sob a rígida protecção de Alá deve ser algo assim como o paraíso terrestre. Parece que não há possivelmente nada mais belo do que desfrutar os nossos dias debaixo da tutela de um velho eclesiástico numa miséria sem qualquer perspectiva e ser endrominado quando vamos votar. Será que ainda há melhor do que isto? Sim, podemos ainda acalentar a esperança de que os dirigentes do nosso país, cegos pelo ódio aos judeus e zelo religioso, provoquem um Armagedão sobre eles e sobre o seu povo. Seria fantástico! Mais ventura é impossível. É surpreendente ver gente que resiste a tanta felicidade...

Entretanto chegam-nos notícias de membros do Hamas que de repente aparecem no Irão para ajudar a consolidar a ditadura islâmica. E fazem-no procurando estabelecer um diálogo positivo com os manifestantes, esperando pacientemente a vez deles para botarem faladura, alcançando, dentro do possível, compromissos aceitáveis. Resumindo, precisamente o método seguido em Gaza e que tantos frutos deu. De vez em quando lá cortam umas cabeças, ou enforcam crianças, mas não devemos ver nisso nada de mal, e sobretudo não devemos perturbar a situação com perguntas chatas, porque de qualquer maneira não percebemos nada do assunto. E estas coisas têm que ser vistas no seu contexto histórico, e pelos visto é sempre mais difícil do que parece explicar estas subtilezas com algum êxito numa página da internet, por isso eu nem me atrevo.

Estranha, esta irmandade entre muçulmanos. Sinceramente cada vez percebo menos! Se palestinos são atacados por judeus, logo protestam na Holanda os marroquinos, que não são palestinos - são apenas muçulmanos. Pelos vistos existe no âmbito religioso uma espécie de parentesco, e os irmãos muçulmanos ajudam-se mutuamente seja onde for numa grande prova de solidariedade! Sim senhor, bonito.

Mas se noutra parte do mundo muçulmanos cometem sacanices em nome de Alá e se nós perguntamos aos muçulmanos na Holanda a razão de tanta violência religiosa no seio do Islão, então está logo o caldo entornado, ficam todos zangados, e sobretudo que ninguém sugira que os muçulmanos, devido a partilharem a mesma religião, se medem todos pela mesma bitola. Isso é que não! Cada muçulmano é um ser único, cada muçulmano age e comporta-se individualmente - possíveis semelhanças de comportamento entre muçulmanos são produto da mais pura coincidência. A irmandade religiosa e a solidariedade de que eles tanto se gabam parece que de repente deixou de existir!

Mas se há algures um regime anti-judeu em dificuldades, logo é ajudado por muçulmanos anti-judeus que se designam por Hamas. Hamas! Onde é que eu já ouvi esta palavra? Não eram os marroquinos que na Holanda, e numa manifestação contra Israel, gritavam “Hamas, Hamas, todos os judeus ao gás”. Então sempre há irmandade religiosa, ou será isto também pura coincidência? Talvez existam dois Hamas e também não há mal nenhum nisto!

De qualquer maneira: é outro sapo vivo que os decentes mas obstinados defensores do Islão - como sendo uma religião edificante, mas sobretudo extremamente humana – vão ter que engolir. Elevada moralidade minha gente! Nós no Ocidente temos muito que aprender com eles! Mas pelos vistos a população do Irão não está mais disposta a aturar a excessiva moralidade dos seus inspiradíssimos dirigentes cheios de fé, que sem dizer água vai disparam sobre cidadãos desarmados. Então, em que é que ficamos?

Mais uma vez: viver debaixo das leis de Alá não interessa nem ao menino-jesus. Repito: não é nada aconselhável. Pela milésima vez fica comprovado que apesar das indiscutíveis boas intenções, o Islão é um cheque em branco para regimes cruéis e totalitários: uma espécie de ‘turnkey solution’ para pulhas sanguinários com ambições ditatoriais...

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Rui Tavares e o Escolhido

Rui Tavares, a quem tive a ocasião de assestar algumas lamparinas virtuais, quando ele pregava ali para o 5dias, e que agora se prepara para fazer vida de burguês rico em Bruxelas, à conta dos impostos dos outros, veio a Público (escreveu um artigo no Público) explicar que o que se está a passar no Irão é uma consequência do advento de Obama.

Rui Tavares tem razão, obviamente (não convém contrariar os doidos), na medida em que sendo um “historiador comprometido com o futuro” e disposto a reconstituir o passado à medida do seu idealismo adolescente, as relações e correlações são de geometria variável e dispostas de forma adequada às grandes verdades da fé.

99% dos alcóolicos beberam leite enquanto crianças? Se der jeito a Rui Tavares, isso prova que o leite provoca o alcoolismo.
Ainda não houve nenhum furacão esta época? Para Rui Tavares isso pode dever-se-porque não?- ao efeito Obama.
No caso do Irão, o facto de o Escolhido ter demorado oito dias a expressar algum desconforto para com aquilo que se está a passar, e mesmo assim referindo-se de forma respeitosa ao “supremo líder”, tem como resultado, explica o genial Rui Tavares, exactamente a revolta dos súbditos do aiatola.

Ou seja, Obama legitima o ditador e dá-lhe palmadinhas nas costas porque, explica o Rui Taveres, já sabe, na sua infinita sabedoria, que o povo iraniano só está à espera disso para se revoltar.Uma espécie de táctica à Judas.

Notavelmente maquiavélico. Segundo a lógica "Rui Tavares", a única maneira de fazer os iranianos revoltarem-se contra o regime, é Obama fazer amor com o regime.

A fézada do Rui Tavares é imbatível e são desde já previsíveis grandes aplicações do método. Por exemplo, se Obama quiser fazer com que os jihadistas se revoltem contra Bin Laden, tem apenas que o convidar para tomar chá na Casa Branca.

Há tempos Obama fez uma grande vénia ao Rei Saudita, e houve gente estúpida que viu no gesto a reverencial atitude de um serviçal face ao seu senhor. À luz da "lógica Rui Tavares", não é nada disso....trata-se apenas de uma forma altamente sofisticada de levar os sauditas a revoltarem-se contra o regime wahabita. Ainda não deu resultado, mas lá chegaremos.

O Escolhido e os seus adoradores trazem-nos a boa nova. A partir de agora tudo o que acontecer no mundo e que seja do agrado geral, pode ser tranquilamente atribuido aos poderes mágicos do Escolhido.

O que não correr bem, como por exemplo a beligerância da Coreia do Norte, não se deve ao Obama, claro, está, mas aos “neoliberais” ou “neoconservadores”, ou uns e outros conforme der mais jeito.

No fundo, o Escolhido tem um efeito que nem sequer depende de agir. A sua mera eleição é um acto mágico que cataliza a mudança. Cristo andava sobre as águas, mas Obama faz muito mais.

E Rui Tavares, como bom esquerdista, bem precisa destes sucedâneos da religião.

Quanto mais estado ... mais chamuscado

Hoje, na rádio, um idiota comentava a queda das receitas fiscais nuns 20% dizendo (de memória) que "isso é bom porque se tivessem subido seria sinal que a carga fiscal teria aumentado".

#RoD, ultra-estúpidos

De repente...


... há, por todo o lado, aviões com problemas...!

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

DANIEL OLIVEIRA É DA (NOSSA) CORDA...



À volta da problemática do Irão surgiram no ARRASTÃO estas frases lapidares (coloquei-as a vermelho como não podia deixar de ser). Não são minhas, não são do Lidador nem de um ou outro neo-con que de vez em quando por lá aparece. Pois é, nem vão acreditar mas é verdade, estas belas frases são da autoria de Daniel Oliveira!

Am I right or am I right? quando digo que ainda nada está perdido, que a esquerda ainda vai desempenhar o seu papel histórico decentemente...

De resto, começa a fazer impressão que alguma esquerda, a ter de escolher entre a esquerda democrática e laica e a direita anti-democrática e ultraconservadora escolha a segunda, apenas porque é anti-americana.

Eu acho que, originalmente, Umberto Delgado não era um democrata. Só que há experiências que mudam os homens. E, acima de tudo, o movimento que se gerou em torno de Moussavi é muito maior do que ele.

Ao ver os comentários de algumas pessoas que se dizem de esquerda fico pura e simplesmente deprimido.

Há uma parte da esquerda que passou para o lado de lá e nem sabe. Apoia o capitalismo sem demcoracia chinês, o cleptomania dos milionários de angola, o capitalismo mafioso e nacionalista da Rússia, a monarquia coreana e a teocracia de extrema-direita no Irão. E acham que isto é tudo normal para pessoas de esquerda.

Domingo, 21 de Junho de 2009

ALLAHU AKBAR, fora com o Presidente do Irão...




Afshin Ellian, filósofo e professor de Ciências Jurídicas em Leiden, nasceu em Teerão em 1966 e é refugiado político na Holanda desde 1989.

Afshin Ellian:

Mais uma vez agitação na Pérsia. Azadi, liberdade, gritam os persas. Isto é-me familiar. Eu também já gritei Azadi. Mas será que os persas alguma vez conseguirão a liberdade? Na minha geração isso não foi possível. O que é que se passa no Irão precisamente?

Todos os presidentes da Republica Islâmica do Irão são originários do regime. O primeiro presidente virou-se contra Khomeiny e foi por esse motivo deposto. O segundo morreu num atentado à bomba. Ali Khamenei, o actual líder, foi o terceiro presidente. Antigamente o regime tinha um festival de funções: um imã como líder supremo, um presidente e mais um primeiro-ministro. Mir Hossein Mousavi (rival de Ahmadinejad) foi o último primeiro-ministro do Irão, e foi primeiro-ministro durante um período de graves violações dos direitos humanos.

Não era Mousavi, mas sim o Imã Khomeiny quem ordenava as violações. Mas Mousavi nunca se opôs às graves restrições da liberdade de expressão e às execuções em massa de dissidentes. Ironicamente encontra-se agora passadas duas décadas perante o mesmo monstro que outrora serviu...

Rafsanjani foi o quarto presidente do Irão. Ali Khamenei tornou-se o líder supremo do regime islâmico. Depois de oito anos de guerra contra o Iraque de Saddam Hussein foi Rafsanjani quem endireitou a economia do Irão. Mas isso teve um preço? A formação de uma máfia financeira constituída à volta de familiares, amigos e conhecidos de Rafsanjani. Corrupção tornou-se à norma. Nesse período, e sob a tutela de Rafsanjani, formou-se uma espécie de aristocracia muçulmana. Rafsanjani é também responsável por graves atentados aos direitos humanos.

Sob as suas ordens foram assassinados centenas de dissidentes fora do Irão (na Europa também). Mas ao mesmo tempo ele é também um oportunista – pragmático se preferirem – disposto a negociar seja com quem for. Foi ele também quem introduziu uma facção no seio do regime: que no Ocidente se costuma designar por ‘facção moderada’. Fazia vista grossa às regras islâmicas de vestimenta, e outras liberdades individuais eram também, à socapa, não legalmente, toleradas. Desde então uma enorme quantidade de Iranianos tornou-se esquizofrénica: imãs barbudos bebendo whisky já não são uma excepção. No que diz respeito à política externa, Rafsanjani pretende seguir o modelo chinês: através da economia e do poder militar tentar tornar-se uma potência regional. Um clima diplomaticamente calmo é uma condição prévia. Continuar a desenvolver o programa nuclear, mas não o utilizar na retórica política. Semear a confusão nas relações diplomáticas era a charneira da estratégia política de Rafsanjani. Na realidade Khamenei sempre se opôs a esta política. Mas no início ele não tinha o poder suficiente para agir contra.

As eleições presidenciais nunca foram na realidade algo excitante no Irão. Até ao momento em que o quinto presidente, Khatami, começou a falar em público sobre liberdades individuais. Isto deu início à revolta estudantil de 1999, com as consequências que se sabe: dezenas de estudantes foram mortos, presos e torturados. Nesse momento Khatami tomou o partido do regime, e desde essa altura o líder supremo decidiu organizar as eleições de maneira diferente – manter as rédeas bastante mais curtas. Não querem correr nenhum risco. E assim foi que Ahmadinejad caiu de pára-quedas.

Mas agora há uma facção que quer devorar a outra (a de Rafsanjani). Querem fazer uma grande limpeza no seio do regime. Mousavi não pode ser presidente. Porque têm medo que com a introdução de liberdades individuais e o suspender os aspectos mais agressivos do programa nuclear, estão a pôr em perigo o fundamento ideológico do regime. Que são: a destruição de Israel, aplicação da sharia, luta contra o imperialismo cultural e jurídico do Ocidente e a exportação do Islão político.

As pessoas podem mudar. Isso também é válido para políticos. A questão crucial é saber se Mousavi está disposto a ser o Ieltsin do Irão. O povo do Irão empurra-o nessa direcção, e desde a explosão de violência é o povo quem guia Mousavi, e não o contrário. A questão é saber se esta terceira revolução Iraniana (no período de um século) vai ter sucesso. Duas revoluções anteriores falharam. Esta revolução parece-se com a primeira, a Revolução Constitucional (1906) do Irão, que tinha como norma um estado de direito. Isso é tranquilizante.

A maioria das revoluções geraram um regime totalitário. Na revolução de 1978 os jovens não sabiam como conseguir liberdade e um estado de direito de forma jurídico-constitucional. Ao contrário, o imã Khomeiny soube perfeitamente criar um regime teocrático e totalitário com a aplicação da sharia e dogmas politico-teológicos. Mas a consciência política da geração actual é consideravelmente mais alta e melhor do que a da minha geração. A nossa geração foi confrontada a uma suave forma de despotismo. Esta geração vive numa tirania totalitária que também quer moldar a vida e interferir nas escolhas pessoais dos cidadãos.

Quais são os cenários possíveis? A primeira possibilidade é que Mousavi seja presidente, e ao cumprir as suas promessas esbarre contra as limitações constitucionais do seu poder. E então vai ter que mobilisar o povo outra vez para um novo ‘design’ constitucional. Mas nos próximos dias as coisas também podem passar-se de outra maneira. Neste cenário, Rafsanjani, no seu papel de presidente dp organismo clerical que escolhe ou demite o líder supremo, tem que fazer com que Ali Khamenei seja demitido. Mousavi encarregar-se-ia da transição.

Mas na realidade a terceira possibilidade é a mais provável: repressão e massacre em massa dos oponentes. Não é preciso que isto aconteça hoje ou amanhã. Pode ser feito de forma gradual. E então estamos em vésperas de um drama Persa. Além disso, Israel, vai ser agora obrigado, com o consentimento do mundo ocidental, a uma confrontação militar com o Irão. De qualquer maneira vamos ter um verão quente. O Irão vai mais uma vez pagar as favas pelo erro fatal que cometeu há trinta anos.

JOGAR AO PIÃO... mas em França!



video


Vous n’avez riens compris?

Tans pis pour vous, j'en ai rien à cirer, moi aussi je pige que dal en amerlok, la langue de Buch...

Bilhete de reviravolta com prazo de um mês


“Errámos ao propor uma avaliação [dos professores] tão exigente, complexa e burocrática”.
Durante os quatro anos anteriores e até um mês atrás, ainda a avaliação dos docentes constituía a parte mais irrepreensível e conseguida das reformas na Educação, e Maria de Lurdes Rodrigues o espelho do espírito deste governo...!
Mas, já agora, qual avaliação? O homem continua convencido de que é capaz de fazer concorrência ao Luís de Matos?!

Minimoog



Nunca num circuito analógico tão poucos botões terão feito tanto.

Sábado, 20 de Junho de 2009

Oh Bernardino. Se calhar já és tio.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Elisa Ferreira e os palhaços


Elisa Ferreira candidatou-se simultâneamente a duas eleições: à Câmara Municipal do Porto (CMP) e ao Parlamento Europeu (PE). Sendo difícil manter em simultâneo as duas funções declarou que, caso ganhasse a Câmara do Porto abdicaria, de imediato, ao PE.

Depois de ter sido eleita ao PE, Elisa Ferreira candidata-se à CMP reafirmando ser essa a eleição em que está realmente interessada e que já tinha avisado toda a gente em relação ao abandono do PE.

Elisa Ferreira acha, consequentemente, que os eleitores são palhaços. Aqueles que votaram no PS partindo do princípio que quem ocuparia realmente o lugar seria outra pessoa, podem ver Elisa Ferreira na cadeira que, pelas suas próprias palavras, não lhe interessa.

Elisa Ferreira pede agora os votos dos mesmos que a elegeram para um cargo que ela não queria para que a elejam ao cargo que ela quer, fazendo questão de clarificar que, caso não seja eleita para a CMP tomará o seu lugar no parlamento ... e não o lugar de vereadora na CMP, a instituição pela qual se sente "empenhada".

Não se percebe? É natural. Coisas muito de esquerda, muito pós modernas, coisas do magalhónico (amen) mundo em que aqueles virtuais candidatos vivem.

#RoD, esquerda, estúpidos, Elisa Ferreira, limparei o cu ao vosso voto

Ana Gomes e os acorrentados


Lembram-se de Ana Gomes, de canastra de peixe, aos saltos, justo à base das Lajes, perguntando aos locais pelos acorrentados que teriam sido vistos e que ela garantia serem de "voos da CIA"?

Dois anos depois, milhares de folhas de papel e de horas de trabalho e conclui-se que era militares americanos e deportados portugueses.

Ana Gomes quer agora ser Presidente da Câmara de Sintra. F^..-.e!

#RoD, almas penadas, estúpidos, esquerda, Ana Gomes

Airbus

Em 2005, foram despedidos alguns trabalhadores muçulmanos da fábrica da Airbus en Toulouse.
Lembro-me que na altura se falou da real possibilidade e facilidade em sabotar estruturalmente um avião, fazendo com que daí a uns anos, sem se saber bem porquê, em situações de maior esforço, se poder dar um acidente catastrófico, começando numa pequena falha propositadamente induzida e depois amplificada por sucessivos feedbacks positivos.

Enfim, mais uma pista a seguir.

Teatro de fantoches

"No meu tempo", como se costuma dizer, havia muitos teatros de fantoches, ou "robertos", como também se lhe chamava.
Basicamente eram uns biombos com aberturas engalanadas, atrás das quais uma ou mais pessoas enfiavam os braços nuns bonecos, faziam vozes ridículas e contavam histórias nas quais os bonecos eram as personagens.
E os bonecos saltavam, irritavam-se, batiam-se, beijavam-se, dançavam, berravam, etc.
Para miúdos e graúdos era um a festa. Tomava-se partido, odiava-se o fantoche mal-encarado, gostava-se do fantoche mais simpático, aplaudia-se, apupava-se, comentava-se, enfim, vivia-se a estória como se os bonecos fossem reais.
Mas não eram....por trás deles estava, na maioria das vezes, o mesmo titereiro.

Não sei porque razão, lembrei-me disto a propósito das "eleições" iranianas.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

A singularidade

"Essa decisão, como não podia deixar de ser, chegou devidamente revestida do anúncio dum admirável mundo novo"
Aqui.

#RoD, estupidez crónica, amanhãs cantantes, "educação", ensino, estúpidos

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Pela boca morre o peixe

Vendedores de carvão e milho

Grelhado no carvão... hmmm!

Mercado


Aproveitando a boleia deste post, aqui fica uma das minhas experiências com as 'telecoms' cá do sítio.

Numa primeira fase andei à estalada com a Novis/Clix. Tinha um modem ADSL que tinha comprado ao início do aparecimento do ADSL. Esse modem não estava 'agregado' a nenhuma empresa. Um belo dia o modem deixou de funcionar.

A assistência Novis (o contrato era com eles) veio quando suposto, comprei outro modem e a coisa ficou a funcionar. O problema é que os técnicos me deixaram a funcionar um 'login' à Clix. Uns meses depois foi o fim da picada explicar à Novis que eu era cliente deles e não da Clix, porque quando me pediam o 'username' me remetiam para a Clix que, evidentemente, não me conhecia de lado nenhum.

Vim posteriormente a saber que o meu modem não estava avariado (usei-o noutro local) mas que tinha deixado de funcionar porque a Novis tinha resolvido que o sistema deles passaria apenas a dar acesso a modems na Novis/Clix.

Uns meses mais tarde enviaram-me um aviso de aumento de tarifário e eu, já em brasa porque já tendo percebido que estava a pagar umas 4x mais que o preço da concorrência (custo/banda), passei para a concorrência.

Telefona-me então a Novis, muito aborrecida, a dizer que também tinham produtos de igual categoria. Eu perguntei porque então não os aplicaram ele automaticamente e eles responderam porque "isso obrigava a outro contracto com nova fidelização". Os idiotas têm um cliente na mão e deixam-no fugir por causa da fidelização. BURROS.

Claro que a rescisão do contracto não funcionou. A factura seguinte bateu na trave porque eu tinha dado instruções ao banco para não pagar. Foi preciso voltar a cascar para que os gajos acordassem.

Mas fiquei ainda saber uma coisa interessante. Fui avisado pelo banco para verificar a conta pormenorizadamente porque os artistas, perante uma factura devolvida, reenviavam a autorização de débito directo dada inicialmente. Isso não chegou a acontecer, mas aqui fica o aviso à navegação.

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO IRÃO



Dois jovens persas que vivem na Holanda (Shervin Nekuee e Behnam Taebi) publicaram esta carta na imprensa dirigida ao governo holandês, em que afirmam que a eleição presidencial no Irão sofreu graves irregularidades e pedem para as autoridades holandesas exercerem pressão para que haja novas eleições.

O que na semana passada começou por ser uma excitante mas festiva luta eleitoral, foi na noite de sexta para sábado brutalmente interrompida pelo total controlo da sociedade por parte dos ‘hardliners’ do regime.

Com base nas notícias e nas inúmeras contradições que têm sido publicadas a partir de vários canais de informação, somos obrigados a constatar que houve fraude em grande escala nestas eleições, o que tornou necessária a tomada do poder que se seguiu. A prisão de dirigentes políticos da oposição insere-se perfeitamente nesta estratégia.

As três razões mais importantes da nossa conclusão:

A primeira indicação é que as urnas tinham sido seladas uma hora atrás e já a agência noticiosa IRNA confirmava que o actual Presidente tinha conseguido uma vitória espectacular! É mais do que evidente a impossibilidade técnica desta notícia ser baseada na contagem de mais de 40 milhões de votos; por isso é que também foi alguns minutos depois retirada do site da IRNA. A rapidez com que os votos foram contados foi para toda a gente um grande mistério. Porque em eleições anteriores – que nunca tiveram tanta participação – a contagem dos votos demorava pelo menos até à manhã do dia seguinte. Desta vez em poucas horas estava tudo concluído.

O que torna estes resultados ainda mais inacreditáveis, é a quase igual distribuição de votos em todas as partes do país, quando toda a gente sabe que a província vota nos conservadores enquanto que os reformadores têm a maioria dos seus adeptos nas grandes cidades. Picante detalhe, nenhum dos candidatos da oposição a Ahmadinejad teve na sua cidade (ou aldeia) natal mais votos que o actual Presidente!

A segunda indicação. É do conhecimento público que os não-votantes são geralmente jovens seculares, na maior parte dos casos com alto grau de instrução. E foi precisamente uma alta participação deste grupo nas eleições de 1997 e 2001 que possibilitou a vitória do reformador Khatami. Na última eleição presidencial em 2005, 20 milhões de eleitores ficaram em casa, o que tornou possível a vitória de Ahmadinejad contra o seu pouco popular rival e ex-presidente Rafsanjani.

Ora, o grupo de eleitores que não votaram mingou desta vez para 6 milhões; a forte participação nestas eleições deve-se principalmente à votação de intelectuais, artistas e activistas políticos, mas também à grande quantidade de jovens eleitores que depositaram todas as suas esperanças nos slogans liberais dos candidatos reformadores Moussavi e Karroubi.

Também houve uma intensa campanha entre a diáspora iraniana – alguns milhões no mundo inteiro – para que desta vez votassem. E com sucesso: o Irão teve a mais forte participação dos últimos trinta anos em eleições presidenciais: nem mais nem menos de 85% dos eleitores foram às urnas.

A terceira indicação, para a desconfiança acerca dos resultados, foi as autoridades terem desligado todos os canais de informação durante e depois das eleições. No dia das eleições o sistema para enviar mensagens SMS foi-se abaixo; também várias importantes operadoras de telefone deixaram de funcionar! Segundo a oposição para evitar que os observadores nos locais de voto pudessem comunicar entre si. Também aconteceu em vários locais terem negado a presença de observadores da oposição na contagem dos votos.

A prisão de dirigentes da oposição imediatamente a seguir à publicação dos resultados faz pensar num planeamento premeditado da fraude. Assim é que os nossos colegas no Irão – jornalistas, intelectuais e activistas pelos direitos do homem – dizem tratar-se de uma ilegal e programada tomada do poder. E os principais suspeitos são o líder supremo Ali Khamenei, o topo da Guarda Revolucionária e o actual Presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Direitos humanos

No Irão os aiatolas usam toda a força disponível para reprimir os manifestantes.
É natural que o façam. Quem tem a força, usa-a.
O que não é natural é que, na Casa Branca, o "Chosen One", tão pródigo a fazer discursatas sobre temas elevados, se mantenha calado que nem um rato.
Não, nem isso...tendo-lhe sido arrancadas algumas palavras, limitou-se a dizer que se trata de um problema iraniano.Soberania iraniana e patati patatá.
Ah genial lutador da liberdade.
E se o Roosevelt tivesse dito que a agressão nazi era apenas um problema europeu?
E se Bush tivesse dito que a agressão iraquiana ao Kuweit era apenas um problema kuweitiano?
E se Eisenhauer tivesse dito que o bloqueio de Berlim era apena um problema alemão?
E o genocídio no Sudão? Problema sudanês?

Não se pede que o Escolhido mande os marines, que diabo. Pede-se apenas que, como representante de um país que defende os valores da democracia e da liberdade, manifeste o seu desagrado.

Curiosamente, ou talvez não, Obama não revela os mesmos escrúpulos soberanistas com Israel, país ao qual se acha legitimidado até a dar directivas sobre ordenamento urbano.

É isto que nos traz o Escolhido: hipocrisia, apaziguamento e rendição perante os ditadores.


Ícone


«all eyes turned up to the hero, charismatic icon animal man
lyrical visionary caught in the spotlight
the more you make the more you get it right, right?

oh nothing can stop you and no one can bring you down
don't give a thought to tomorrow 'cause you're the man right now

it doesn't matter what you say 'cause they always find
some meaning in it anyway, so you make them feel like
they're a part of some big event
they'll be too busy cheering to wonder where your talent went»

Icon, Rollins Band do álbum Weight, 1994