Nota: Relativamente a ter sido censurado não tenho qualquer confirmação ou do seu contrário. É o título original.
Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Alguns momentos do último "Plano Inclinado" com Henrique Medina Carreira (Programa censurado)
Terá sido (ou não) emitido em Fevereiro de 2011.
Nota: Relativamente a ter sido censurado não tenho qualquer confirmação ou do seu contrário. É o título original.
Nota: Relativamente a ter sido censurado não tenho qualquer confirmação ou do seu contrário. É o título original.
John Stossel - PC Pressure Groups
Patrick J Buchanan joins John to discuss the chilling effect of political correctness on free speech.
http://www.LibertyPen.com
ÀS VEZES PARTEM CARTAS…
Caros confrades da revista SIBILA*
Tomei conhecimento, por leitura recente, da polémica que vem acontecendo a propósito de um texto sobre Augusto de Campos (creio que digo bem) da autoria de Luis Dolhnikoff e que despertou situações bravas...
Não vou referir-me ao cerne da questão, pois só posso aquilatar pela rama.
Mas gostaria de dizer que essas polémicas, no fundo, são produtoras de luz - uma vez que purgam os maus humores do que esteja eventualmente errado, tendo em vista a existencia salubre.
Muito diferente é o que se passa em Portugal, onde um espesso manto de silêncio vem cobrindo tudo. Os donos da aparelhagem literária/literata conseguiram criar por aqui um simulacro de "serenidade mansa e doce", em que não há sobressaltos nem pendências. E os que acaso se atrevem a tentar dizer que algo está mal, que alguns reis vão nus, são de pronto silenciados para que não causem danos eventuais à "panelinha" a que aludiu com perspicácia Eça de Queirós.
Aí haverá coisas pouco amáveis. No entanto, aqui, caminha-se a passos largos para um indubitável cripto-fascismo.
Com o selo da unanimidade e da falsa cortesia!
Saudações do
nicolau saião
*(“SIBILA - revista de Cultura”, é editada no Brasil e nos Estados Unidos e dirigida por um núcleo de autores e professores tendo no lugar de topo o juiz de Direito e escritor Régis Bonvicino).
Tomei conhecimento, por leitura recente, da polémica que vem acontecendo a propósito de um texto sobre Augusto de Campos (creio que digo bem) da autoria de Luis Dolhnikoff e que despertou situações bravas...
Não vou referir-me ao cerne da questão, pois só posso aquilatar pela rama.
Mas gostaria de dizer que essas polémicas, no fundo, são produtoras de luz - uma vez que purgam os maus humores do que esteja eventualmente errado, tendo em vista a existencia salubre.
Muito diferente é o que se passa em Portugal, onde um espesso manto de silêncio vem cobrindo tudo. Os donos da aparelhagem literária/literata conseguiram criar por aqui um simulacro de "serenidade mansa e doce", em que não há sobressaltos nem pendências. E os que acaso se atrevem a tentar dizer que algo está mal, que alguns reis vão nus, são de pronto silenciados para que não causem danos eventuais à "panelinha" a que aludiu com perspicácia Eça de Queirós.
Aí haverá coisas pouco amáveis. No entanto, aqui, caminha-se a passos largos para um indubitável cripto-fascismo.
Com o selo da unanimidade e da falsa cortesia!
Saudações do
nicolau saião
*(“SIBILA - revista de Cultura”, é editada no Brasil e nos Estados Unidos e dirigida por um núcleo de autores e professores tendo no lugar de topo o juiz de Direito e escritor Régis Bonvicino).
Etiquetas:
Fascismo,
Socialismo de rosto humano
Nivaldo Cordeiro: Gilmar Mendes desmente Lula
O blog do Josias (http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/05/28/em-entrevista-gilmar-confirma-pressao-de-lula/) trouxe agora a noite uma entrevista com o ministro do STF, Gilmar Mendes, confirmando os termos do trabalho de lobby que o ex presidente Lula tentou fazer para que ele ajudasse na procrastinação do julgamento do mensalão, fato que levaria inevitavelmente à prescrição da maioria das penas dos acusados. Lula expressou que o ex ministro José Dirceu está desesperado com a iminência do julgamento do mensalão. Mais cedo hoje Lula repudiou a versão de Gilmar Mendes, negando tudo, suportado pelas declarações anteriores de Nelson Jobim. Quem mente? Lula mente, Jobim mente. Erraram o tiro. O ministro Gilmar Mendes não é conivente com os malfeitores.
Etiquetas:
Brasil,
conspiração,
Corrupção,
Socialismo
Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
Domingo, 27 de Maio de 2012
Redistribuição
[Comentário que deixei no FaceBook do Prof. Ramiro Marques:]
Esta coisa das desigualdades está intrinsecamente ligada à forma como cada povo se comporta.
Não há muito tempo, alguém a quem saiu a lotaria comprou um Mercedes topo de gama, enfiou-o na garagem ... e ele lá estava. Para não descarregar a bateria a dona, de vez em quando, ia à mercearia de Mercedes.
Na minha opinião, 90% dos portugueses se puderem ganhar muito (muito mesmo) ganham e comportam-se como gente rica. Seja numa empresa, seja sabe-se lá em que empresa, é esse o comportamento genetico-económico dos portugueses. Afirmar que as igualdades ou desigualdades podem ser combatidas é uma guerra perdida.
Senão, repare. Quantos portugueses não estão neste momento encalacrados por excesso de dívidas? Já reparou que não se constroem apartamentos pequenos? Já reparou no parque automóvel? Apesar dos pesadíssimos impostos os carros topo de gama (não estou a falar das bombas) estou a falar de carros que não se vêm circular na Alemanha ou Suíça em tão grande proporção. São capitalistas exploradores? Não. São pessoas que se endividam até aos cabelos porque a ostentação faz parte da genética em Portugal. Já reparou na quantidade de excelentes carros que são espatifados nas estradas? Não lhe parece que a forma como se conduz reflecte a displicência com que se põe em causa um valor que é quase sistematicamente do trabalho proveniente?
Eu não gosto que seja assim, mas, até que não seja, resta-me resmungar mas nunca conduzir-me como se já não fosse ou pensar que tal pode ser alterado por via da dita redistribuição.
Esta coisa das desigualdades está intrinsecamente ligada à forma como cada povo se comporta.
Não há muito tempo, alguém a quem saiu a lotaria comprou um Mercedes topo de gama, enfiou-o na garagem ... e ele lá estava. Para não descarregar a bateria a dona, de vez em quando, ia à mercearia de Mercedes.
Na minha opinião, 90% dos portugueses se puderem ganhar muito (muito mesmo) ganham e comportam-se como gente rica. Seja numa empresa, seja sabe-se lá em que empresa, é esse o comportamento genetico-económico dos portugueses. Afirmar que as igualdades ou desigualdades podem ser combatidas é uma guerra perdida.
Senão, repare. Quantos portugueses não estão neste momento encalacrados por excesso de dívidas? Já reparou que não se constroem apartamentos pequenos? Já reparou no parque automóvel? Apesar dos pesadíssimos impostos os carros topo de gama (não estou a falar das bombas) estou a falar de carros que não se vêm circular na Alemanha ou Suíça em tão grande proporção. São capitalistas exploradores? Não. São pessoas que se endividam até aos cabelos porque a ostentação faz parte da genética em Portugal. Já reparou na quantidade de excelentes carros que são espatifados nas estradas? Não lhe parece que a forma como se conduz reflecte a displicência com que se põe em causa um valor que é quase sistematicamente do trabalho proveniente?
Eu não gosto que seja assim, mas, até que não seja, resta-me resmungar mas nunca conduzir-me como se já não fosse ou pensar que tal pode ser alterado por via da dita redistribuição.
NS: Uma luz ao fundo do túnel
Escreve NS:
Eu não estaria tão confiante nas mídias, pelo menos nas tradicionais (eufemismo para progressistas).
As mídias foram quase completamente abocanhadas pelas ideologias indignácaras. Não lhes interessa que se faça justiça, antes, que se espalhe a confusão, se acuse a torto e a direito e se mantenha a acusação em lume brando tanto tempo quanto possível espalhando tal confusão que tudo acabe encravado.
Mas como encrava um processo na justiça? Bem, como encrava não sei, mas parece que se está a tornar hábito nada acontecer até que dado visado veja o processo arquivado no momento em que os que estão relacionados com ele voltem a ocupar o poder ou arrastado até prescrever. Parece uma forma de condenar sem condenar porque não houve tempo ou de se insinuar que não houve condenação porque chegou ao poder quem tem força para que não haja condenação.
A dúvida instala-se: ou os processos não têm pés para andar e são fretes, ou não são fretes mas o efeito prático é o mesmo. De uma forma ou outra, as aparentes casualidades de coincidência entre os percalços da justiça e os banzés indignácaros ramificados pela mídia é preocupante.
Quanto a ...
... não podia estar mais de acordo mas, atenção, a história tem demonstrado que já muito testa de ferro esteve em retiro cumprindo missão.
Como referi anteriormente, as coisas começam a suceder...É preciso que nós, portugueses de bem, "malhemos o ferro enquanto está quente", como sói dizer-se. É necessário, através dos mídias, EXIGIRMOS que o Sistema Judicial não abafe nem deixe esfumar-se a possibilidade de se fazer uma limpeza nos díscolos que têm pouco a pouco destruído o imaginário colectivo e societário nacional. Cabe-nos deixar uma nação melhor aos vindouros, iluminando ao mesmo tempo o quotidiano.
Eu não estaria tão confiante nas mídias, pelo menos nas tradicionais (eufemismo para progressistas).
As mídias foram quase completamente abocanhadas pelas ideologias indignácaras. Não lhes interessa que se faça justiça, antes, que se espalhe a confusão, se acuse a torto e a direito e se mantenha a acusação em lume brando tanto tempo quanto possível espalhando tal confusão que tudo acabe encravado.
Mas como encrava um processo na justiça? Bem, como encrava não sei, mas parece que se está a tornar hábito nada acontecer até que dado visado veja o processo arquivado no momento em que os que estão relacionados com ele voltem a ocupar o poder ou arrastado até prescrever. Parece uma forma de condenar sem condenar porque não houve tempo ou de se insinuar que não houve condenação porque chegou ao poder quem tem força para que não haja condenação.
A dúvida instala-se: ou os processos não têm pés para andar e são fretes, ou não são fretes mas o efeito prático é o mesmo. De uma forma ou outra, as aparentes casualidades de coincidência entre os percalços da justiça e os banzés indignácaros ramificados pela mídia é preocupante.
Quanto a ...
Os "chefes da banda" têm de ir para a enxovia, não por vingança mas por Justiça.
... não podia estar mais de acordo mas, atenção, a história tem demonstrado que já muito testa de ferro esteve em retiro cumprindo missão.
Nivaldo Cordeiro: Lula tentou melar o mensalão
A revista Veja noticiou a tentativa do ex presidente Lula de constranger o ministro Gilmar Mendes, do STF, a fim de adiar o julgamento do mensalão. Claro que isso implicaria em caducar todas as possíveis penas. A mão de gato não prosperou porque Gilmar Mendes agiu com dignidade, no que não foi seguido por Nelson Jobim, que negou o fato. É um perigo que o ex presidente, que não tem cargo algum, se sinta à vontade para constranger uma máxima autoridade. Mais uma vez vemos que a democracia, sob o PT, corre perigo. Os membros do partido querem ficar acima da lei, acima do bem e do mal.
Documento de Estratégia Interna da UE Pede o Fim dos Subsídios para As Energias Verdes
Um documento interno de estratégia da Comissão Europeia "exige o fim dos subsídios para a energia solar e eólica pelos países da UE e que isso deve ser feito o mais rápido possível". O Comissário Günther Oettinger da UE para a Energia quer apresentar oficialmente o papel, em Bruxelas. Este, escreve o FAZ, fornecerá ao governo alemão uma cobertura para o seu plano para cortar seus próprios subsídios para a energia solar em 30%.
Apesar de todo o simbolismo e a lábia do governo de Merkel e da coalizão de apoio à energia eólica e solar, suas ações contam uma história diferente. Eles não as querem mais!
Etiquetas:
energia,
Esquerda,
Estúpidos,
Socialismo
Sábado, 26 de Maio de 2012
Primavera árabe - Egipto
É conhecida a razão porque os governos árabes têm tido cada vez mais dificuldade em alimentar a população. O eixo da exploração de hidrocarbonetos tem-se deslocado para novas áreas geográficas e novos tipos de combustível deixando o médio oriente em dificuldade para impor o preço do petróleo. Da OPEP já pouco se ouve falar. Em dificuldade para recolherem receitas suficientes para alimentar a sempre crescente população, os respectivos governos ficam sob uma crescente pressão social por exigência de mais dinheiro. Regra geral, os países árabes nada produzem e dependem quase exclusivamente das receitas que o licenciamento da exploração petrolífera lhes proporciona.
As "primaveras" árabes, pintadas em sloganes por democracia, nada significam por aquelas paragens e o resultado tem sido inequívoco
As "primaveras" árabes, pintadas em sloganes por democracia, nada significam por aquelas paragens e o resultado tem sido inequívoco
"Tenho que escolher entre me suicidar ou pular num poço cheio de tubarões", compara Rana Gaber, 25 anos, a necessidade de optar entre o representante do antigo regime ou os islâmicos. A jovem revolucionária está decepcionada com os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais no Egito.Entretanto, dos indignácaros do costume e da comunicação social comprometida (quase toda), o silêncio é total. Como sempre, para eles, quanto pior, melhor.
Ahmed Schafik, remanescente do regime Mubarak, e Mohammed Mursi Mosi, membro da Irmandade Muçulmana, conseguiram com uma diferença apertada chegar ao segundo turno do pleito, marcado para meados de junho próximo. Com essa os revolucionários não contavam. "A Irmandade Muçulmana vendeu a revolução e Schafik tem sangue nas mãos. Como é que podemos eleger alguém assim?", pergunta Rana.
Etiquetas:
Esquerda,
Estúpidos,
Islão,
Liberdade,
Socialismo,
Terrorismo
Luiz Carlos Molion - Aquecimento Global (Dezembro de 2010 ?)
É muito interessante que tenham começado a aparecer mais frequentemente vídeos sobre este assunto em português.
Etiquetas:
Aquecimento Global,
Esquerda,
Estúpidos,
Socialismo,
Terrorismo
Nigel Farage shouted down by Euro fanatic MEPs (07Dec11)
Em 2005 era assim:
Etiquetas:
Esquerda,
Estúpidos,
Europa,
Os amanhãs que cantam,
Socialismo
Dos cavalos, dos chevalas, das moitas e do moderno pasto em geral
Enquanto por ali o labiorioso operariado luta pelas mais amplas lamberdades ...
Crazy Horse topless dancers back on duty after strike
... por aqui, o pasto é para indignácaros fura-greves:
Do indignão fodilhado ou Do engate com cheirinho a moita
Mas [fica sempre bem mesmo que a despropósito, o que não é o caso] o pós modernismo passará certamente pela recuperação da dignidade da urtiga organizada em revolucionárias moitas.
E porque não, também, o Opuntia ficus-indica? Democracia a sério é assim:
Oh alma do diabo, este exemplar avia vári(o?)s!!
Crazy Horse topless dancers back on duty after strike
... por aqui, o pasto é para indignácaros fura-greves:
Do indignão fodilhado ou Do engate com cheirinho a moita
Mas [fica sempre bem mesmo que a despropósito, o que não é o caso] o pós modernismo passará certamente pela recuperação da dignidade da urtiga organizada em revolucionárias moitas.
E porque não, também, o Opuntia ficus-indica? Democracia a sério é assim:
Oh alma do diabo, este exemplar avia vári(o?)s!!
Etiquetas:
Esquerda,
Estúpidos,
Os amanhãs que cantam,
Socialismo
Benaventismo-Rodriguismo
No Lisboa - Tel Aviv:
Os resultados de anos e anos de ensino socialista começam a surgir: vem ai uma catástrofe nos teste intermédios de matemática. É a ressaca do 'eduquês' das competências, do ensino centrado no aluno, do ensino inclusivo, da burocracia labirintica, da indisciplina galopante, do facilitismo, da perseguição e desautorização dos professores, dos planos disto e daquilo, dos projetos de fachada, do show-off, das montanhas de papel, da relação com a comunidade, das ações de formação em dança tibetana, dos coitadinhos dos alunos, dos pais a mandar na escola, dos psicólogos a mandar nas aulas, de todos a mandarem nos professores e do direito ao sucesso.
Alguém que peça contas à parelha Ana Benavente/Lurdes Rodrigues.
Etiquetas:
Ensino,
Esquerda,
Estúpidos,
Os amanhãs que cantam,
Socialismo
Baile mandado: das trevas à modernidade
A malta do RAP pensa que inventou alguma coisa:
Acaso algum purguercista reclame tratar-se de coisa reaccionária, aqui vai a versão revolucionária:
Acaso algum purguercista reclame tratar-se de coisa reaccionária, aqui vai a versão revolucionária:
Sexta-feira, 25 de Maio de 2012
Lembrei-me de que me esquecera
Rodin, O Pensador
À última hora, depois de um comentário que fiz no post do Tarzan, lembrei-me
ainda, no entanto, de algo a que pensei responder-lhe, mas de que acabei por me
esquecer.
Quatro dias atrás, 21 de Maio, às 00:38, o Carmo da Rosa escreveu na
caixa de comentários:
"Por falar em insultos e
para lhe ser sincero (como de costume), a primeira vez que li um dos seus
comentários em que sugeria que eu teria bebido o mesmo que o
cómico que citei, eu é que fiquei pior que estragado e
já me estava a preparar para lhe responder da mesma maneira, mas à minha
maneira. Felizmente que não o fiz. Respirei fundo, contei até dez, reli o seu
comentário e realmente você apenas sugere. Creio que lhe respondi de forma
correcta, apesar de ter usado de ironia (isto já é vício), só para provar que a
ofensa não passou despercebida…
Um amigo que segue o FIEL
enviou-me agora um mail com um resumo da nossa discussão que poderia muito bem
ter sido feito pelo Jim Jefferies: Estive a ler as “teses” do Gonsalo
e as tuas respostas (sobre o stand-up australiano, que é excelente) e confirmo
a minha opinião: o gajo é ………… [censurei]. Se bem o percebo, a diferença entre erótico e pornográfico é
a seguinte: tudo o que nós pensamos é erótico, tudo o que os outros pensam é
pornográfico..."
“Beber
o mesmo que o cómico” não poderia significar, para si, uma vez que gosta dele,
senão um elogio à espirituosidade, sua e dele. Mas o CdR diz que isso o deixou “pior
que estragado”. E, depois de continuar, afirmando que já se preparava para me “responder
da mesma maneira” mas à sua maneira, acrescenta que “felizmente” não fez. “Felizmente”,
porquê? O que poderia haver de tão grave no que me quereria dizer ou no modo
como o faria? Seria ofensivo? Ou porque poderia ser considerado como tal? Mas
então bastaria explicar-me, a mim, que pareço ofender-me facilmente, que nada
daquilo tinha intenções insultuosas. Talvez eu ainda conseguisse aprender
alguma coisa, quem sabe…
“Respirei
fundo, contei até dez, reli o seu
comentário e realmente você apenas sugere”, continua. Sugiro, o quê? Não um
insulto, com certeza. Só posso supor, pela sua reacção e atendendo ao que
escrevi, que pensasse que lhe pudesse estar a chamar bebedolas. Mas isso não
seria mais grave do que chamar-lhe “panilas”, e você disse ao Lidador que
acharia infantil alguém que o fizesse.
No entanto, parece-me ser
isso que aconteceu pelo que vem a seguir: “Creio que lhe respondi de forma
correcta, apesar de ter usado de ironia (isto já é vício), só para provar que a
ofensa não passou despercebida…”. A “ofensa”?! Afinal, ofendi-o ou
estive quase a fazê-lo? Afinal, é possível ser violento ao ponto de ofender? Não
o percebo.
Mas, à cautela, deixe-me
dizer-lhe que nem considero nada de anormal escrever com uns copos no bucho nem
NUNCA considerei chamar-lhe tal nem o termo “bêbado” é, no meu vocabulário, um
termo pejorativo, a não ser quando representa laxismo e degradação vil. Nunca vi
o meu velho defunto Luiz Pacheco como um bêbado, muito embora ele se levantasse
às cinco da manhã e às nove já entaramelasse as ideias, na época em que o
conheci.
Isso foi alguma coisa “subjectiva”
que lhe passou pela cabeça. É verdade que o Código Penal considera o termo como
injúria e eu acho muito bem que o considere enquanto termo que classifique a
pessoa à qual se dirige como sendo indicativo de degradação de carácter. Ora aquilo
de que eu o tenho “acusado” é de incoerência “confusionista”. Exactamente por
coisas deste tipo.
Mas
ainda há mais. A seguir, decide ir procurar reforço no que um seu amigo lhe
escreveu a respeito das minhas “teses” — o que, com as aspas, é a típica expressão
usada pelo bimbo que julga que é esperto para apoucar a pessoa de quem fala (não
sei se, da parte dele, com o propósito de melhor me depreciar, mas, aleluia!,
conseguiu fazer-me rir, no meio disto tudo) — e, à cautela, censura uma palavra
que ele escreveu. Só posso supor que a palavra censurada me fosse dirigida, uma vez que o seu amigo demonstra apreço pelo J.J. e, nesse caso, não faria sentido suprimir um elogio, mesmo que em vernáculo. Mas, então, porquê? Porque era ofensiva? Ou porque o meu espírito
retrógrado e preconceituoso poderia considerá-lo como tal? Nesse caso, mais uma
vez, não seria uma óptima oportunidade para me revelar a Luz da Contemporaneidade?
Olhe,
CdR, essa de ir buscar os amigos para ajudar a dar porrada no meco, é que me
desmanchou definitivamente em gargalhadas. Lembrou-me a infância, o que é que
quer? Jamais me passaria pela cabeça uma dessas. Por acaso, tive umas quantas
opiniões de amigos, em especial de UMA amiga de há muitos anos, daquelas tão,
mas tão livres que faria corar uma dos sítios onde você anda (sabe, em Portugal
também as há e são mais do que você imagina), mas não as vou trazer para aqui.
Em privado, sim, em são convívio (eu, que prefiro bezanas tropicais, não prescindo
das minhas caipirinhas). Agora aqui… Meu caro, seria de mau gosto.
Mas traga, traga um amigo também. Esse é que acho que não, porque, na minha cabeça, perante a conclusão que ele apresenta sobre o que leu, só me ocorreu, na sequência do gargalhar, a hipótese humorística de instituir, a exemplo do que acontece com a condução automóvel, a necessidade de tirar uma carta de condução de leitura e compreensão de texto. É que o homem é um perigo público, com uma inépcia tão clara em manter os pensamentos a direito...!
Mas isso é lá consigo. Eu, não censuro a presença de ninguém.
Então,
até daqui a quinze dias.
Etiquetas:
Coisas Nossas
Quanto mais estado mais dinheiro torrado
As zenitais políticas socialistas de "virtuosos" investimentos pela batuta estatal. Adolfo Mesquita Nunes enumera algumas das falhadas na totalidade:
Enfim, quanto mais estado mais dinheiro torrado.
Planos para crescimento económico
Plano estratégico do sector têxtil
Plano tecnológico da educação
Plane de grandes investimentos e infraestruturas (manada de elefantes brancos)
Plano estratégico nacional de turismo
Plano estratégico para a indústria de molde se ferramentas especiais
Programa de modernização do comércio
Programa de apoio aos investimentos na produção de energia (que nos deixou a pagar a energia 6x mais cara)
Programa de apoio à indústria
Plano de financiamento das SCUTS
Plano para o Oeste
Plano para o aeroporto de Beja
Plano para plataformas logísticas
Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e Outros Modos de Transportes Suaves. (Via Lisboa - Tel Aviv)
Enfim, quanto mais estado mais dinheiro torrado.
Etiquetas:
Esquerda,
Estúpidos,
Os amanhãs que cantam,
Socialismo
MEC tarda em restaurar a autoridade dos professores e em eliminar a burocracia
No ProfBlog:
A propósito do post "Fraco desempenho dos alunos ou testes demasiado exigentes", o colega Fernando Roriz fez este oportuno comentário:
Já todos percebemos que o MEC está a regressar ao patamar dos anos 90.
Só que, nessa época, o "eduquês" , na sua versão lurdista, ainda não fazia mossa e a indisciplina obscena ainda não tinha nascido. O estatuto do aluno era outro, era decente. Hoje, o estatuto do aluno é "obsceno" para a escola pública e está ao serviço da indisciplina reinante.
Portanto está aqui uma boa equação para resolver (bem difícil por sinal): como conciliar o novo grau de exigência que se pretende nas escolas com a indisciplina e o eduquês reinantes?
É que, na escola pública, está tudo como Maria de Lurdes Rodrigues quis. Ou não está?
Assim, regressar aos anos 90, por mim está bem desde que todas as "dimensões" da escola pública regressem também. Caso contrário, a equação acima referida bem que poderá ser designada por "equação utopia".
Fernando Roriz
Bem visto. Nuno Crato faz bem em ajustar em alta os níveis de exigência dos testes intermédios, provas de aferição e exames mas para que a equação não seja utópica tem também de fazer regressar outras variáveis aos níveis de exigência e rigor dos anos 80 do século passado. E isso tarda para desespero dos professores.
E a reforma do Estatuto do Aluno, prometida há longos meses, tarda em ser aprovada. A prometida restauração da autoridade dos professores corre o risco de não passar de uma promessa. E a anunciada eliminação da burocracia inútil parece conhecer o mesmo caminho: adiamento.
Etiquetas:
Ensino,
Esquerda,
Estúpidos,
Os amanhãs que cantam,
Soarismos
Liberdade de expressão, insultos e a prova dos nove.
Tudo começou quando resolvi apagar uns comentários insultuosos e chocarreiros que, num poste do Carmo da Rosa, me eram dirigidos.
Na vida real a injúria é crime e o ofendido pode processar o agressor. Todos os ordenamentos jurídicos dos estados de direito, punem tal crime com penas que vão de multa a prisão.
O que é lógico. Os seres humanos indignam-se, tanto mais quanto mais dignos são, e a história e as histórias, demonstram que das agressões verbais às físicas, vai um passinho, que muitas vezes é dado em questões de segundos.
Muita gente morreu e morre, em questiúnculas que começam por um simples remoque verbal. Guerras foram já desencadeadas por insinuações injuriosas.
Duelos, à espada, à pistola e à bengalada, se livraram e livram por coisas tão comezinhas como suscitar dúvidas sobre a menor ou maior promiscuidade da mãe de alguém.
Na verdade, esta susceptibilidade à injúria é uma medida da nossa humanidade. Os cães, os bodes, os frangos, os asnos, não se indignam se os injuriamos. Os seres humanos reduzidos à escravidão ou com as suas faculdades diminuidas, também não se indignam.
Só os dignos se indignam e, como diz o povo, quem não se sente não é filho de boa gente.
No mundo dos blogues, o insulto surge frequentemente. As pessoas sentem-se protegidas pelo interface virtual e fazem como nos estádios de futebol, a coberto do anonimato da multidão: exorcizam as suas frustrações, chamando nomes ao árbitro.
No mundo dos blogues, não existe Código Penal, não existe juiz, e não se pode bengalar o agressor, que está longe e é desconhecido.
As respostas possíveis à agressão verbal são, responder à letra, ignorar, apagar (se tiver poder), ou mudar de sítio.
Responder na mesma moeda parece ser, aos olhos de alguns, a melhor coisa a fazer. Discordo completamente.
Por formação profissional tenho algumas luzes teóricas sobre gestão da violência e por prática e feitio, alguns saberes de experiência feitos.
Responder a um ataque com um ataque semelhante só é efectivo se o adversário ficar absolutamente convencido que tenho a capacidade e a vontade para o esmagar. É, mutatis mutandis, um tiro de aviso. O adversário sabe que eu o posso atingir a sério.
Mas se ele pensar que se trata de mera bravata, segue-se uma escalada, eu insulto, tu insultas, eu empurro, tu empurras, eu dou-te um soco, tu dás-me um soco e acaba-se por subir aos extremos, com maiores prejuizos mútuos.
Num blogue, responder à violência verbal com violência verbal, é um jogo inútil, cujo único resultado é fazer perder tempo e matar a credibilidade do blogue.
Ignorar, é dar palco a quem não está interessado em debater, mas tão só em ajavardar.
Na situação em apreço, usei uma arma definitiva: apaguei as injúrias, desarmando o troll e mantendo, segundo o meu ponto de vista, a credibilidade do espaço de discussão. O Carmo da Rosa insurgiu-se e disse que, para ele, aquilo era apenas liberdade de expressão e que não aceitava censura.
A sua opinião era que tudo se podia dizer.
Procurei fazer-lhe ver que:
1- Não se tratava de censura, porque as pessoas tinha liberdade de se expressar.
2-Apagar os comentários com insulto é, por um lado responsabilizar quem insulta, aplicar-lhes uma pena, digamos e, por outro lado, uma medida profilática que visa manter um ambiente civilizado e cordato, no qual seja possível trocar e confrontar ideias.
A minha argumentação esbarrou com a inflexibilidade do Carmo da Rosa que continuou a garantir que sancionar linguagem insultuosa era atacar a liberdade de expressão. E de caminho, misturou coisas como ofensas a pessoas, e ofensas a ideias, conceitos, ou crenças.
Tentei fazer-lhe ver que as pessoas têm personalidade jurídica, são sujeitos de direitos e deveres, ao passo que as ideias, crenças e ideologias, não, em principio.
Se bem que em alguns países ocidentais se esteja a fazer um caminho perigoso de criminalizar a crítica a sistemas de ideias (em Portugal é crime exprimir ideias fascistas, na Holanda pode-se ser preso por criticar religiões, etc), prevalece a distinção fundamental: pode-se dizer o que se quiser sobre crenças, ideologias, etc, é-se responsabilizado por agressões verbais a pessoas concretas.
O Carmo da Rosa, compenetrado da sua razão, não parece ter atentado nestas subtis diferenças e todos os meus argumentos foram inúteis para vencer a muralha que construiu, do alto da qual tudo lhe parece claro: ou há liberdade de expressão, ou não há, e liberdade de expressão implica (para ele) a liberdade de insultar outrem.
De caminho, outros parceiros de blogue juntaram-se no apoio a este conceito. O RB e o Tarzan intervieram basicamente para subscrever o ponto de vista do CdR.
Uma vez que não posso estar constantemente a repetir argumentos que não são digeridos pelos interlocutores, resolvi experimentar uma velha táctica.
Há tempos discutia com um amigo a questão da pena de morte. Esse meu amigo mostrava-se inflexível. Era contra, era contra e era contra, por questões de progresso, civilização, ética, enfim, era contra. E criticava acerbamente os americanos, por terem a pena de morte.
Uns tempos mais tarde, estávamos em pleno Verão, a zona onde ele tem a sua casa, foi ameaçada por um gigantesco incêndio. Os bombeiros falaram de mão criminosa e, no calor da luta, o meu amigo, em fúria e assustado, não se coibia de dizer, com toda a convicção, que estes criminosos deviam ser amarrados às arvores a que deitavam fogo.
Ou seja, uma clássica variação do velho tema de São Tomás, ouve o que ele diz, não faças o que ele faz e que os nossos irmãos brasileiros gostosamente traduzem por "picante no rabo do outro, para mim é refresco".
Adiante!
Já que os meus comparsas de blogue eram da opinião que insulto (aos outros) e liberdade de expressão eram indistinguíveis e basicamente fruto de interpretações subjectivas, resolvi levar o argumento ao extremo e fazê-lo recair sobre eles mesmo, porque nisto, como no poker, as coisas só funcionam quando são a sério.
Informei o RD do que ia fazer, para a malta não ficar a pensar que ensandeci, e passei a incluir remoques, dichotes e injúrias avulsas, nas minhas respostas aos três bloguistas em questão, exactamente a situação de que eu era alvo nos postes do Carmo da Rosa.
O resultado fala por si:
O RB nem respondeu e saíu, o Carmo da Rosa não tardou também a sentir-se e a responder de forma azeda, e o Tarzan idem. Instalou-se um ambiente letal, hostil e impróprio para debater o que quer que seja.
As reacções não podiam ser mais demonstrativas da razão que me assiste e provam que as justificações construídas pelo Carmo da Rosa, não se sustentam quando passa a ser ele o alvo do insulto.
Como é boa gente sente-se e responde.
E prova o meu argumento de que insulto é uma coisa, liberdade de expressão é outra e nada como senti-lo na pele, para perceber o suco da barbatana da questão.
Dito isto, encerro a minha argumentação com três conclusões e um pedido de desculpa:
A 1ª conclusão é que aceitar insultos pessoais num blogue conduz à sua implosão. Logo, não devem ser aceites e devem ser imediatamente apagados.
A 2ª conclusão é que temos de ser capaz de agir com empatia e colocarmo-nos no lugar do outro, quando o picante que o faz bufar, nos parece refresco.
A 3ª é que sem regras mínimas de cortesia, boa educação e respeito pelos outros, não é possível qualquer interacção social.
E um pedido de desculpas, enorme e sentido, pela linguagem baixa e insultuosa que me vi obrigado a usar para colocar à prova o meu argumento.
São coisas que obviamente não penso e não uso, exactamente pelas razões que ficam patentes neste poste.
Na vida real a injúria é crime e o ofendido pode processar o agressor. Todos os ordenamentos jurídicos dos estados de direito, punem tal crime com penas que vão de multa a prisão.
O que é lógico. Os seres humanos indignam-se, tanto mais quanto mais dignos são, e a história e as histórias, demonstram que das agressões verbais às físicas, vai um passinho, que muitas vezes é dado em questões de segundos.
Muita gente morreu e morre, em questiúnculas que começam por um simples remoque verbal. Guerras foram já desencadeadas por insinuações injuriosas.
Duelos, à espada, à pistola e à bengalada, se livraram e livram por coisas tão comezinhas como suscitar dúvidas sobre a menor ou maior promiscuidade da mãe de alguém.
Na verdade, esta susceptibilidade à injúria é uma medida da nossa humanidade. Os cães, os bodes, os frangos, os asnos, não se indignam se os injuriamos. Os seres humanos reduzidos à escravidão ou com as suas faculdades diminuidas, também não se indignam.
Só os dignos se indignam e, como diz o povo, quem não se sente não é filho de boa gente.
No mundo dos blogues, o insulto surge frequentemente. As pessoas sentem-se protegidas pelo interface virtual e fazem como nos estádios de futebol, a coberto do anonimato da multidão: exorcizam as suas frustrações, chamando nomes ao árbitro.
No mundo dos blogues, não existe Código Penal, não existe juiz, e não se pode bengalar o agressor, que está longe e é desconhecido.
As respostas possíveis à agressão verbal são, responder à letra, ignorar, apagar (se tiver poder), ou mudar de sítio.
Responder na mesma moeda parece ser, aos olhos de alguns, a melhor coisa a fazer. Discordo completamente.
Por formação profissional tenho algumas luzes teóricas sobre gestão da violência e por prática e feitio, alguns saberes de experiência feitos.
Responder a um ataque com um ataque semelhante só é efectivo se o adversário ficar absolutamente convencido que tenho a capacidade e a vontade para o esmagar. É, mutatis mutandis, um tiro de aviso. O adversário sabe que eu o posso atingir a sério.
Mas se ele pensar que se trata de mera bravata, segue-se uma escalada, eu insulto, tu insultas, eu empurro, tu empurras, eu dou-te um soco, tu dás-me um soco e acaba-se por subir aos extremos, com maiores prejuizos mútuos.
Num blogue, responder à violência verbal com violência verbal, é um jogo inútil, cujo único resultado é fazer perder tempo e matar a credibilidade do blogue.
Ignorar, é dar palco a quem não está interessado em debater, mas tão só em ajavardar.
Na situação em apreço, usei uma arma definitiva: apaguei as injúrias, desarmando o troll e mantendo, segundo o meu ponto de vista, a credibilidade do espaço de discussão. O Carmo da Rosa insurgiu-se e disse que, para ele, aquilo era apenas liberdade de expressão e que não aceitava censura.
A sua opinião era que tudo se podia dizer.
Procurei fazer-lhe ver que:
1- Não se tratava de censura, porque as pessoas tinha liberdade de se expressar.
2-Apagar os comentários com insulto é, por um lado responsabilizar quem insulta, aplicar-lhes uma pena, digamos e, por outro lado, uma medida profilática que visa manter um ambiente civilizado e cordato, no qual seja possível trocar e confrontar ideias.
A minha argumentação esbarrou com a inflexibilidade do Carmo da Rosa que continuou a garantir que sancionar linguagem insultuosa era atacar a liberdade de expressão. E de caminho, misturou coisas como ofensas a pessoas, e ofensas a ideias, conceitos, ou crenças.
Tentei fazer-lhe ver que as pessoas têm personalidade jurídica, são sujeitos de direitos e deveres, ao passo que as ideias, crenças e ideologias, não, em principio.
Se bem que em alguns países ocidentais se esteja a fazer um caminho perigoso de criminalizar a crítica a sistemas de ideias (em Portugal é crime exprimir ideias fascistas, na Holanda pode-se ser preso por criticar religiões, etc), prevalece a distinção fundamental: pode-se dizer o que se quiser sobre crenças, ideologias, etc, é-se responsabilizado por agressões verbais a pessoas concretas.
O Carmo da Rosa, compenetrado da sua razão, não parece ter atentado nestas subtis diferenças e todos os meus argumentos foram inúteis para vencer a muralha que construiu, do alto da qual tudo lhe parece claro: ou há liberdade de expressão, ou não há, e liberdade de expressão implica (para ele) a liberdade de insultar outrem.
De caminho, outros parceiros de blogue juntaram-se no apoio a este conceito. O RB e o Tarzan intervieram basicamente para subscrever o ponto de vista do CdR.
Uma vez que não posso estar constantemente a repetir argumentos que não são digeridos pelos interlocutores, resolvi experimentar uma velha táctica.
Há tempos discutia com um amigo a questão da pena de morte. Esse meu amigo mostrava-se inflexível. Era contra, era contra e era contra, por questões de progresso, civilização, ética, enfim, era contra. E criticava acerbamente os americanos, por terem a pena de morte.
Uns tempos mais tarde, estávamos em pleno Verão, a zona onde ele tem a sua casa, foi ameaçada por um gigantesco incêndio. Os bombeiros falaram de mão criminosa e, no calor da luta, o meu amigo, em fúria e assustado, não se coibia de dizer, com toda a convicção, que estes criminosos deviam ser amarrados às arvores a que deitavam fogo.
Ou seja, uma clássica variação do velho tema de São Tomás, ouve o que ele diz, não faças o que ele faz e que os nossos irmãos brasileiros gostosamente traduzem por "picante no rabo do outro, para mim é refresco".
Adiante!
Já que os meus comparsas de blogue eram da opinião que insulto (aos outros) e liberdade de expressão eram indistinguíveis e basicamente fruto de interpretações subjectivas, resolvi levar o argumento ao extremo e fazê-lo recair sobre eles mesmo, porque nisto, como no poker, as coisas só funcionam quando são a sério.
Informei o RD do que ia fazer, para a malta não ficar a pensar que ensandeci, e passei a incluir remoques, dichotes e injúrias avulsas, nas minhas respostas aos três bloguistas em questão, exactamente a situação de que eu era alvo nos postes do Carmo da Rosa.
O resultado fala por si:
O RB nem respondeu e saíu, o Carmo da Rosa não tardou também a sentir-se e a responder de forma azeda, e o Tarzan idem. Instalou-se um ambiente letal, hostil e impróprio para debater o que quer que seja.
As reacções não podiam ser mais demonstrativas da razão que me assiste e provam que as justificações construídas pelo Carmo da Rosa, não se sustentam quando passa a ser ele o alvo do insulto.
Como é boa gente sente-se e responde.
E prova o meu argumento de que insulto é uma coisa, liberdade de expressão é outra e nada como senti-lo na pele, para perceber o suco da barbatana da questão.
Dito isto, encerro a minha argumentação com três conclusões e um pedido de desculpa:
A 1ª conclusão é que aceitar insultos pessoais num blogue conduz à sua implosão. Logo, não devem ser aceites e devem ser imediatamente apagados.
A 2ª conclusão é que temos de ser capaz de agir com empatia e colocarmo-nos no lugar do outro, quando o picante que o faz bufar, nos parece refresco.
A 3ª é que sem regras mínimas de cortesia, boa educação e respeito pelos outros, não é possível qualquer interacção social.
E um pedido de desculpas, enorme e sentido, pela linguagem baixa e insultuosa que me vi obrigado a usar para colocar à prova o meu argumento.
São coisas que obviamente não penso e não uso, exactamente pelas razões que ficam patentes neste poste.
Qual desemprego?
[Comentário que deixei algures]
Não se pode afirmar se o desemprego sobe ou desce. O que se pode afirmar é que deixou de ser possível manter os empregos alimentados à custa do aumento de dívida.
Como nos antigos paraísos socialistas em que não havia desemprego, tudo era artificial pela simples razão de parte do emprego não corresponder à verdade da economia. Já sem a almofada do aumento exponencial da dívida, já não há forma de manter postos de trabalho que eram directa ou indirectamente suportados por esse dinheiro.
O que se passa neste momento é um retorno a realidade há muito tempo estabelecida mas disfarçada pelo dinheiro proveniente de empréstimos. Se para além disso há perca ou ganho em termos de emprego, é coisa que ainda ninguém aborda e é, provavelmente, difícil de saber até que se afaste, no tempo, o efeito do aumento de dívida (que, aliás, continua, mas muito atenuado).
Não se pode afirmar se o desemprego sobe ou desce. O que se pode afirmar é que deixou de ser possível manter os empregos alimentados à custa do aumento de dívida.
Como nos antigos paraísos socialistas em que não havia desemprego, tudo era artificial pela simples razão de parte do emprego não corresponder à verdade da economia. Já sem a almofada do aumento exponencial da dívida, já não há forma de manter postos de trabalho que eram directa ou indirectamente suportados por esse dinheiro.
O que se passa neste momento é um retorno a realidade há muito tempo estabelecida mas disfarçada pelo dinheiro proveniente de empréstimos. Se para além disso há perca ou ganho em termos de emprego, é coisa que ainda ninguém aborda e é, provavelmente, difícil de saber até que se afaste, no tempo, o efeito do aumento de dívida (que, aliás, continua, mas muito atenuado).
Etiquetas:
Economia,
Esquerda indignada,
Estúpidos,
Socialismo
UN says case for saving species 'more powerful than climate change'
Já é oficial: O aquecimento global já não interessa e as alterações climáticas já não são importantes. O que é agora urgente? Salvar as espécies.
Pelo andar da carruagem a espécie humana é a única isenta de ser salva (uma direito e mais valia).
Pelo andar da carruagem a espécie humana é a única isenta de ser salva (uma direito e mais valia).
Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
Em Portugal, até o abardinanço puxa à lágrima
Não se pode esperar nada de um país que pega no que seria um saudável e demolidor abardinanço para o transformar em faduncho desgraçado. Não há pachorra! Assim, até consigo compreender os gajos do PSD! Carmo da Rosa, é a sua oportunidade: mostre que é homem e desanque-os comigo à cachaporrada (verbal, verbal...).
Ora leia-me lá esta merda que apanhei no DN de hoje:
Site do PSD atacado com imagens de teor
sexual
O site do PSD de Lisboa foi hoje alvo de
uma sabotagem por 'hackers' que colocaram na página da distrital imagens de
teor sexual, uma ação que já mereceu a reprovação do presidente Miguel Pinto
Luz.
"Já não é
a primeira vez que isto acontece, portanto só temos de banalizar. Como
estrutura partidária estamos sujeitos a estes ataques. Vamos estudar soluções
de segurança que estejam dentro das nossas possibilidades, mas ter a página
blindada implicaria um grande investimento e essa não é a nossa
prioridade", afirmou à agência
Ao início da
tarde, no site do PSD de Lisboa (www.psdlisboa.net) podiam ver-se três imagens
de teor sexual, uma com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, outra com a
ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção
Cristas e outra com os ministros da Economia e das Finanças, Álvaro Santos Pereira
e Vítor Gaspar.
As três imagens
eram encabeçadas por uma mensagem: "A nossa política é desumana porque
despede os pais e recusa o emprego aos filhos". Os autores ainda não
reivindicaram o ataque.
Em novembro e
dezembro do ano passado, o site do PSD já havia sido alvo de uma tentativa de
sabotagem, mas os hackers' não conseguiram entrar na página, uma vez que a
segurança da página tinha sido reforçada.
O site ficou
inacessível a partir das 15:30.
Então, isto atura-se? Oh que c...!!!
Etiquetas:
Esquerda indignada,
saloiada à vista
Liberdade, igualdade, normalidade
Alberto Gonçalves, a 13 de Maio, no DN:
Enquanto obedece à tradição local e enche a boca de fanfarra
nacionalista para falar de "la France", François Hollande gosta de se
proclamar "um homem normal". A imprensa, por lá e por cá, gostou do
auto-retrato e, decerto para evitar canseiras, desatou a usá-lo com abundância nas
manchetes da vitória: "uma presidência 'normal'"; "um senhor
'normal' no Eliseu"; "a vitória de um homem 'normal'", etc. O adjectivo
define menos o sr. Hollande do que a concepção que o sr. Hollande e, pelos
vistos, boa parte dos jornalistas têm da normalidade.
Basta espreitar o currículo do sujeito. Em 1974, ainda
estudante universitário, o sr. Hollande voluntariou-se para a campanha de
François Mitterrand. Mal se licenciou, conseguiu emprego numa comissão
governamental. Aos 25 anos, inscreveu-se no Partido Socialista. Aos 27,
concorreu ao Parlamento nacional. Não ganhou, mas viu o esforço recompensado
com um cargo de conselheiro do então recém-eleito Mitterrand. Em 1983 foi
vereador de uma cidadezinha do interior e, em 1988, chegou enfim a deputado,
posto que perdeu em 1993 e recuperou em 1997. Pelo meio, divertiu-se em tricas
partidárias e Lionel Jospin escolheu-o para porta-voz do PS. Nem de propósito,
em 1997 tornou-se líder do PS, honra que lhe caberia por mais de uma década. Em
2001, pairou pela autarquia de Tulle. Desde 2008, o sr. Hollande prosseguiu o
tirocínio numa presidência regional. Agora, é presidente da República.
Um homem normal? Normalíssimo, se a palavra definir as
criaturas que passam a vida inteira sem, digamos, trabalhar. Esta linha de
pensamento olha de viés os que algum dia arriscaram colocar o pé fora da
política e experimentaram uma profissão a sério. O sector privado é coisa de
excêntricos e, convenhamos, de excêntricos pouco confiáveis. Na França e aqui,
o Estado é a norma.
As ideias do sr. Hollande também são normais. Naquilo que
nos toca, conheço-lhe uma: a austeridade é má. E não custa nada encontrar gente,
igualmente normal, que partilha a opinião. Só em Portugal, Francisco Louçã
reclama o fim da austeridade, Mário Soares jura que a austeridade não faz
sentido e António José Seguro, que naturalmente tomou o triunfo do sr. Hollande
a título pessoal, acha a austeridade excessiva e dispõe-se a sair à rua em
protesto.
É inacreditável como é que ninguém se lembrou disto antes.
Afinal, a solução não passa por apertos que nos atormentam a bolsa e a
existência: passa, obviamente, pelo crescimento, definição lata para a
estratégia que consiste em gastar acima das possibilidades, viver de prometidos
mundos e fundos, contemplar a descida das promessas à Terra, acumular dívida,
rebentar com estrondo e atribuir a culpa de tudo às agências de rating, à sra.
Merkel e, grosso modo, ao capitalismo selvagem.
Para surpresa de uns poucos (muito poucos), a solução dos
problemas implica o regresso ao estilo descontraído que alimentou os problemas.
E se a solução talvez não seja o sr. Hollande, entretanto já empenhado em desmentir
os delírios de campanha e prevenir os franceses para as maçadas que os esperam,
é garantido que a solução virá, no mínimo espiritualmente, de França. Chama-se
José Sócrates e é, para sermos educados, outro homem normal.
UE: especialista em financiar a corrupção em terceiros países
Como se garante financiamento e a sedimentação da corrupção em países "democráticos"? Despejando-lhes dinheiro em cima por causa da "ênfase dada aos direitos humanos". É a especialidade da CE. Está a aprender com eles e, já bastante avançada na arte, juntar-se-lhes-á em breve.
Etiquetas:
Corrupção,
Esquerda,
Estúpidos,
Europa,
Os amanhãs que cantam,
Socialismo
Subscrever:
Mensagens (Atom)



_flowering_at_Secunderabad,_AP_W_IMG_6673.jpg)


